Fiscalização

Duas semanas após 1º turno, Ministério da Defesa ainda não divulgou relatório sobre urna

Por Da Redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
LR Moreira/Secom/TSE
Urna eletrônica tem sido alvo de ataques infundados de Bolsonaro e apoiadores
Urna eletrônica tem sido alvo de ataques infundados de Bolsonaro e apoiadores

Passadas duas semanas do primeiro turno da eleição, o Ministério da Defesa ainda não divulgou o relatório sobre a fiscalização feita pelas Forças Armadas a respeito do funcionamento das urnas eletrônicas. Nem o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) recebeu um retorno do ministério sobre os resultados.

A determinação de que o relatório não fosse divulgado teria partido do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que não teria ficado satisfeito com a informação de que as Forças Armadas não encontraram nenhuma irregularidade no primeiro turno - a divulgação disso atrapalharia os ataques feitos por Bolsonaro, que, sem apresentar qualquer prova, alega que as eleições têm sido fraudadas e que as urnas eletrônicas não são seguras; o presidente já chegou a afirmar que não aceitaria um resultado desfavorável nas eleições caso os militares não dessem o aval às urnas.

Bolsonaro nega que tenha recebido o relatório. "Quem falou que eu tinha recebido, que eu recebi o relatório?", questionou o presidente ao ser abordado sobre o tema por jornalistas, afirmando que isso seria "invenção da imprensa".

Na última terça-feira (11), o ministério foi notificado pelo TCE (Tribunal de Contas da União) para apresentar, em até 15 dias, o relatório feito pela pasta no primeiro turno. A solicitação do TCU atende pedido do Ministério Público de Contas, que apontou que a Defesa atuou como uma das entidades fiscalizadoras do processo eleitoral e que a “segurança do Estado sairá fortalecida com a divulgação de tais informações”.

FISCALIZAÇÃO.
No primeiro turno, os militares avaliaram uma amostra de ao menos 385 boletins de urna e um projeto-piloto com uso da biometria para testar 58 aparelhos. A suspeita da Defesa era de que servidores da Justiça Eleitoral poderiam ter inserido algum código nos equipamentos que permitisse repassar votos de Bolsonaro para Lula (PT). O teste de integridade feito pelas Forças Armadas não identificou nenhuma inconformidade.

O TCU também fez uma auditoria em mais de 4.000 urnas eletrônicas no primeiro turno, em capitais de estados e no Distrito Federal, e também atestou a confiança no sistema de votação.

Comentários

Comentários