EXPORTAÇÕES

Exportação de veículos reduz em 61% participação na balança comercial do Vale em 10 anos

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Venda de veículos representava 16,23% da balança comercial do Vale em 2012
Venda de veículos representava 16,23% da balança comercial do Vale em 2012

Em 10 anos, a indústria automotiva do Vale do Paraíba reduziu em 61,64% o total de exportações de veículos. O período compreende crise econômica, pandemia do coronavírus e instabilidade política.

A combinação destes três elementos vem corroendo a economia brasileira e causando um processo acelerado de desindustrialização, que afeta sobremaneira a produção e venda de veículos.

Em 2012, segundo dados do Ministério da Economia, as exportações de veículos das montadoras da RMVale alcançaram a cifra de US$ 1,42 bilhão vendidos ao exterior.

O volume representava 16,23% do total exportado por todos os produtos e empresas da região, numa participação que ficava abaixo apenas das aeronaves, que também caíram nesse período.

Dez anos depois, em 2022, considerando o período de janeiro a setembro, a exportação de veículos acumula US$ 545,1 milhões e apenas 5,8% do total exportado pela região.

Ou seja, uma queda de 61,64% na participação no total da balança comercial do Vale em uma década.

Nesse período, a região perdeu a fábrica de motores da Ford em Taubaté com a saída da montadora do Brasil. Também a produção de veículos na Caoa Chery em Jacareí foi paralisada, o que pode ser mantido até 2024.

Com isso, sobram a Volkswagen, em Taubaté, e a General Motors, em São José dos Campos, como as principais exportadoras de veículos da região.

AERONAVES

A queda nas exportações de aeronaves foi ainda mais severa. A venda de aviões ao exterior foi de US$ 989,9 milhões em 2022, de janeiro a setembro, o que representou 10,62% do total da balança comercial da região.

Em 2012, a exportação de aeronaves atingiu US$ 4,75 bilhões e representava 54,32% da pauta exportado da RMVale, uma queda de 79% para 2022.

Quem mais paga o preço da queda é a cidade de São José dos Campos, a principal exportadora de aeronaves do país, em razão de sediar a Embraer e sua planta de aviação comercial, responsável pela maior fatia das vendas ao exterior.

O maior município do Vale é responsável por 53,62% do total exportado em aeronaves no país em 2022. A cidade exportou US$ 942,2 milhões de um total de US$ 1,75 bilhão.

O percentual vem caindo desde 2018. Naquela ocasião, o Brasil exportou US$ 3,97 bilhões em aeronaves e São José dos Campos foi responsável por 72,63% desse montante, com US$ 2,88 bilhões.

Há 10 anos, em 2012, o país vendia US$ 5,21 bilhões em aeronaves ao exterior e São José detinha nada menos do que 89,64% dessa fatia, exportando US$ 4,67 bilhões.

Ou seja, em 10 anos, o percentual de participação de São José no comércio exterior brasileiro de aeronaves caiu 40%.

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