Violência

Família faz investigação 'paralela' sobre Caso Ana Lívia, menina morta por colega

Por Thais Perez | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo Pessoal
Mãe e filha: Ana Lívia era filha mais velha de Jéssica
Mãe e filha: Ana Lívia era filha mais velha de Jéssica

A família de Ana Lívia, menina de 13 anos que foi morta pela colega de 12, em Taubaté, está realizando uma “investigação paralela” para reunir informações sobre o caso que chocou a região e o Brasil. Com uma arma de fogo do seu tio, a menina de 12 anos matou Ana Lívia com um tiro na nuca em setembro deste ano. O inquérito da Polícia Civil já foi encerrado.

Advogados da família da vítima se reuniram com uma equipe de São Paulo, que está analisando provas reunidas para entender como foi a dinâmica do crime. Uma das provas é um áudio mandado pela menina de 12 anos para a mãe da colega que iria buscar Ana Lívia e ela para ir à escola.

Leia também: Caso Ana Lívia: vídeo mostra menina de 12 anos na cena do crime; ela matou amiga

Além do áudio, a equipe está buscando mais informações que possa corroborar com a investigação, como imagens de segurança da rua em que Ana Lívia morava com sua mãe e o irmão mais novo. Uma das gravações mostra que a acusada chegou ao local às 10h14 e ficou na casa por mais de uma hora.

A perícia realizada pela Polícia Civil também está sendo revisada pelos advogados. Eles acreditam que um exame de pólvora teria sido necessário no momento da confissão e buscam mais detalhes sobre o tiro que matou Ana Lívia.

Leia também: 'Tô preocupada, a Ana Lívia não me responde', diz áudio de menina que matou colega; Ouça

Os advogados da família consideraram o depoimento da menina de 12 anos “raso” e que outras perguntas poderiam ter sido respondidas. Ao falar com a polícia, a menina não explicou como sabia atirar uma arma de fogo e onde ela estava. Ela somente teria confirmado que a arma pertencia ao seu tio, que é agente penitenciário e não foi chamado pelo delegado para dar depoimento.

O encerramento do inquérito foi alvo de críticas da família por não ouvir o dono da arma utilizada no crime. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) não deu informações sobre o caso, justificando que ele está em segredo de justiça.

O CRIME.

O caso aconteceu no bairro Jardim Paulista. A menina de 12 anos confessou para a polícia que atirou contra a nuca de Ana Lívia antes de ir para escola -- ela disse que a arma, uma pistola calibre 380, pertencia a um tio, agente de segurança pública.

No dia do crime, Lívia ligou para avisar à mãe que sua amiga iria mais cedo para sua casa. Esse procedimento era rotineiro, já que Lili, a menina de 12 anos e outra amiga iam juntas para a escola de carona com a mãe dessa colega de escola.

Algumas horas depois, a mãe que levaria as garotas ao colégio ligou para Jéssica, avisando que Lívia não havia aparecido e que a menina de 12 anos, que matou Ana Lívia, havia mandado uma mensagem dizendo que havia voltado para casa para buscar um tênis.

Jéssica voltou para casa por volta das 13h. Lá encontrou a filha no quarto, deitada de bruços, em cima de uma mesa de cabeceira. “Ela recebeu um tiro na nuca e caiu em cima do móvel”, explica a mãe.

A menina que fez o disparo foi à escola normalmente depois do crime e foi apreendida horas depois, quando confessou o caso e foi levada à Fundação Casa de São José dos Campos. De acordo com a mãe da vítima, Lili e a menina eram amigas e haviam tido uma discussão por ciúmes de outra colega.

Comentários

Comentários