Eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL) acusaram o Santuário de Nossa Senhora Aparecida de "censura" devido à ausência do candidato em um evento nesta terça-feira (12) em frente à antiga basílica de Aparecida.
Organizado pelo Centro Dom Bosco, um grupo católico não vinculado a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o terço estava programado para às 16h.
Apoiadores do presidente ocuparam a praça em frente à basílica na expectativa de vê-lo. Ao perceberem que ele não compareceria, algumas pessoas passaram a criticar a Basílica de Nossa Senhora e o arcebispo Dom Orlando Brandes, falando em "censura" por parte da igreja.
Gláucia, que veio de Minas Gerais, era uma das apoiadoras que aguardava o presidente na praça. "A gente esperou muito por ele, mas está tendo muita para atrapalhar a vinda dele. O amor de Nossa Senhora é maior, mas fiquei muito chateada", disse ela.
Algumas pessoas direcionaram seu descontentamento aos padres da Igreja Católica. "Achei que ia conhecer nosso presidente, que eu defendo. Não vamos mais doar dinheiro para padre nenhum", ressalta Emilda Salete, que saiu de Santa Catarina para Aparecida.
O presidente participou de uma missa às 14h na Basílica nova, ao lado do ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao governo de São Paulo. Após à missa, ele iria até a Basílica antiga para participar do evento, mas mudou de planos e visitou a Tenda dos Romeiros e desfilou em carro aberto, cumprimentando apoiadores.
OVALE entrou em contato com a assessoria do Santuário Nacional para comentar o caso, mas não obteve retorno até o momento.