Política

Goleiro Bruno declara voto em Bolsonaro: “sou a favor de um país justo”

Por Gabriel Campoy | Brasil
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Reprodução
Goleiro Bruno
Goleiro Bruno

O ex-goleiro do Flamengo Bruno Souza, conhecido nacionalmente por ter sido o mandante da morte de sua ex-namorada Eliza Samudio, em 2010, afirmou na noite desta sexta-feira (7) que votará pela reeleição de Jair Bolsonaro (PL) no 2° turno das eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 30 de outubro.

Em um vídeo de 11 minutos, o atleta afirma que sua opção eleitoral é por conta de, segundo ele, o bom trabalho realizado pelo atual mandatário durante seu primeiro mandato.

“Hoje me perguntaram se eu sou 13 ou se eu sou 22. Eu, pessoal, sou a favor de um país justo, que seja um país honesto, sabe. E eu coloco é na balança aquilo que foi feito durante todo esse tempo aí, e eu sei que o 22 está fazendo um bom trabalho, no meu modo de pensar, minha opinião. Então é isso, e ponto final”, iniciou o goleiro.

Bruno ainda traçou um paralelo entre o caso pelo qual foi condenado e os processos – anulados – que levaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão (PT). Segundo ele, o Brasil é “o país da hipocrisia”.

“Eu acho que é um país em que a hipocrisia é tão grande, um jogo de interesse, porque uma pessoa que foi condenada, ela volta e quer liderar um país (...) o que quero dizer é o seguinte: eu cumpri a minha pena e cumpro com as minhas obrigações. E eu acho que eu também teria o direito de voltar e exercer a minha profissão, é isso”, destacou.

Por fim, o arqueiro destacou que o voto em Bolsonaro é, sobretudo, pensando em seus próprios filhos. “Eu quero o melhor para a minha filha e para o meu filho (...) eu não posso mudar o passado, mas eu posso mudar o presente e me tornar uma pessoa melhor”, concluiu.

CONDENAÇÃO

Bruno foi preso em 2010 após ser apontado como o mandante do assassinato de sua ex-namorada, Elisa Samudio, modelo com quem teve um filho. Ele foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo crime de homicídio triplamente qualificado.

Em 2017, após seis anos e sete meses presos, o goleiro conseguiu um habeas corpus do STF para cumprir sua pena em liberdade condicional. Contudo, após uma nova decisão da Corte, julgada no mesmo ano, o atleta voltou à cadeia.

A progressão de fato para o regime semiaberto veio em 2019, após uma decisão da Justiça de Varginha. Ele chegou a ser anunciado recentemente como reforço de uma equipe da quarta divisão do Campeonato Carioca, mas teve seu contrato rescindido dias depois por conta da má repercussão causada pela contratação.

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