A atriz global Giovanna Ewbank, casada com o também ator Bruno Gagliasso, disse em entrevista na última semana que ela é uma pessoa ‘demissexual’. Inicialmente, muitos ficaram sem entender esse termo que, na prática, significa que uma pessoal só consegue ter relação sexual quando se envolve afetivamente com outra pessoa. Ou seja, independentemente de ser heterossexual, bissexual ou homossexual, a pessoa só vai se relacionar com afetividade.
“Tem que ter sentimento para transar com a pessoa. Meu sonho era sair transando, curtindo e... Aqui e ali e nossa! Foi ruim, foi bom. Não tenho muitas referências", disse na entrevista no seu videocast, "Quem pode, pod", que também teve a participação da amiga Fernanda Paes Leme.
Hoje, Giovanna tem 36 anos e conversa abertamente sobre o assunto. E disse até que sua mãe a incentivava a sair mais, curtir, mas ela muitas vezes evitava.
EXISTE PROBLEMA?
Após o bate-papo, o assunto foi muito comentado e debatido nas redes sociais. Afinal de contas, ser demissexual é bom ou ruim? Para a psicóloga e sexóloga Rosana Pena, de São José dos Campos, isso se trata de uma orientação sexual rara.
“A demisexualidade, como é caracterizada tecnicamente, pode sim ser considerada uma orientação rara, pois supõe que o desejo só vai existir se houver envolvimento e reciprocidade emocional. Não sendo, portanto, despertado fisicamente”, explica a especialista.
Para ela, se isso é bom ou ruim, vai depender muito da pessoa que se sente assim. “A orientação em si não é boa nem ruim. Vai depender de como cada um atribui significado a ela e como se sente. Por exemplo, isto vai gerar maior seletividade para se relacionar sexualmente”, finaliza.