Mobilidade

Com novo reajuste, obra da Linha Verde já custa R$ 22 milhões a mais do que o previsto

Por Julio Codazzi | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Adenir Britto/PMSJC
Linha Verde, em São José dos Campos
Linha Verde, em São José dos Campos

A obra da primeira fase do projeto da Linha Verde sofreu mais um acréscimo no custo. Dessa vez, ficou R$ 1,04 milhão mais cara.

Pelo contrato firmado em 2020, a obra custaria R$ 55,83 milhões. Com o novo aumento, já chegou a R$ 77,83 milhões – um acréscimo de R$ 22 milhões (ou 39,4%) sobre o valor original. Do custo total, R$ 30 milhões serão aportados pelo governo estadual e o restante pelo município.

Questionada pela reportagem, a Prefeitura de São José dos Campos alegou que novo acréscimo é um reajuste previsto em contrato, referente à inflação acumulada entre março de 2021 e março de 2022.

Pelo cronograma inicial, a obra deveria ter sido concluída em outubro de 2021, mas o contrato sofreu seis prorrogações, o que resultou em 11 meses de atraso. Segundo a Prefeitura, “a obra foi entregue pelo consórcio construtor, que está finalizando alguns ajustes e correções solicitadas pela fiscalização após check list”.

LINHA VERDE.
A primeira fase da Linha Verde tem início na Estrada do Imperador (região sul) e segue até o Terminal Intermunicipal (região central), em um trajeto de 17 quilômetros. Desde o fim de julho, um trecho de 11,5 quilômetros, entre os bairros Campo dos Alemães e Jardim Satélite, está em operação experimental. A Prefeitura ainda não divulgou uma previsão de quando o restante do trajeto será liberado.

Na segunda fase das obras, que ainda não foi licitada, será criado o Anel Viário Leste, uma nova via que permitirá a interligação de toda a cidade ao Parque Tecnológico, sem a necessidade de uso da Via Dutra.

Somados todos os contratos, o custo da primeira fase da Linha Verde já chegou a R$ 193 milhões. Além da obra, R$ 60,9 milhões devem ser gastos com a desapropriação de áreas, que somam cerca de 400 mil metros quadrados. Os 12 VLPs (Veículos Leves sobre Pneus) custaram R$ 34,732 milhões, e serão pagos mais R$ 4,36 milhões pelos equipamentos que serão usados para recarregar as baterias dos veículos. Além disso, serão R$ 5,459 milhões pela supervisão da obra e também pela supervisão ambiental do projeto Linha Verde. O cálculo também inclui os R$ 7,8 milhões que serão pagos pelos abrigos de passageiros que servirão como ponto de embarque e desembarque para os VLPs e os R$ 2 milhões para a rede semafórica inteligente nos cruzamentos com as vias.

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