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Criada por pesquisadores de São José, urna ganha destaque em meio a ataques sem prova

Por Da Redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Alejandro Zambrana/Secom/TSE
Urna eletrônica
Urna eletrônica

Uma das principais ferramentas da democracia brasileira, a urna eletrônica, que completa 26 anos em 2022, terá destaque na eleição desse ano, mas não por um motivo nobre. Após acusações sem prova por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus aliados, o equipamento, ao que tudo aparenta, caminha para se tornar o bode expiatório de eventual derrota do candidato à reeleição.

Na última quarta-feira (28), em meio ao esforço para desmentir as fake news sobre o sistema, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) organizou uma visita de representantes de entidades fiscalizadoras e de partidos políticos à sala de totalização dos votos depositados nas urnas eletrônicas – que Bolsonaro e apoiadores chamam, sem qualquer fundamento, de ‘sala secreta’.

Mesmo após a visita, o PL, partido do presidente, divulgou um parecer para questionar, novamente sem provas, o sistema eleitoral - o TSE, de imediato, classificou o documento como 'falso' e 'mentiroso'.

Apesar da campanha difamatória, a confiança dos brasileiros no sistema de votação segue em alta, segundo o Datafolha. O índice, que era de 69% em dezembro de 2020, passou para 82% em março de 2022, caiu para 73% em maio e voltou a subir para 79% em julho.

ORIGEM.
Após denúncias de fraude na votação com cédulas de papel em 1994, a urna eletrônica foi desenvolvida a partir do ano seguinte por um grupo selecionado pelo TSE, que era composto por quatro pesquisadores de São José dos Campos – três do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e um DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial). A estreia, parcial, ocorreu já em 1996. Em 2000, a eleição já foi totalmente informatizada.

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