Estes 3 anos que passamos, estão sendo muito marcantes para cada um de nós. Não depende de idade, condição social, pessoal ou profissional e sobretudo na atividade coletiva.
Passamos e sobrevivemos a um surto inesperado que se transformou numa Pandemia mundial, não apenas afetando a saúde, o convívio familiar e a atividade profissional, interrompida ou teve a necessidade de se ajustar a uma nova e desafiante realidade, já que não foi apenas um aspecto sanitário, mas com reflexos substanciais na atividade comercial e empresarial daqueles que tiveram que manter ou reiniciar a sua atividade que voltassem a gerar recursos indispensáveis para a manutenção da vida, com vistas a uma sobrevida diferenciada e desafiadora, pois muitos não conseguiram atravessar esse período tão excepcional.
Os anos 2020 vieram refluir para o ano seguinte numa tentativa de reconstruir, pouco a pouco, o que de capacidade e de recursos puderam ficar disponível. A economia pessoal, nacional e internacional tiveram que encontrar viabilidade numa sobrevida que exigiu de todos uma capacidade e uso de conhecimento que já haviam acumulado ou buscar soluções inteiramente novas. Daí 2021, ainda foi marcado por um começo novo ou um recomeço. Foi a fase de apertar os cintos, reduzir despesas já que houve uma alteração de hábitos e costumes, às quais tivemos que nos ajustar, sem procurar repetir apenas o que antes já tinha dado certo.
Chegamos assim no Brasil ao ano que começa a findar diante de um processo inflacionário atingindo o dia-a-dia de todos e de modo muito especial, no âmbito familiar, mexendo na vida e na expectativa dos jovens e até nas crianças, que além de tudo, tiveram que se habituar com o uso de máscaras e da indispensável vacinação, já que a volta às aulas está pedindo também ajustes no campo educacional, inclusive nesse vertiginoso mundo digital, que surgiram como elementos de proteção da vida e da sobrevida.
No caso brasileiro chegamos às portas de uma nova eleição, não só para Presidente da República, como para parte dos Senadores e da totalidade dos deputados federais e estaduais, num reaprendizado da participação de cada um no processo eleitoral. Quanta vida e sobrevida nesses poucos mais de trinta meses, tão marcantes, alteradoras e desafiadoras, não é mesmo?