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Polícia Civil investiga nova denúncia de abuso sexual infantil em outra escola de São José

Por Thais Perez |
| Tempo de leitura: 3 min
Investigação. Casos devem apurados pela DDM em S. José
Investigação. Casos devem apurados pela DDM em S. José

A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) está investigando uma nova denúncia de abuso sexual infantil em uma escola de São José dos Campos, que teria acontecido em fevereiro deste ano. A criança que teria sido abusada tinha 4 anos no ocorrido, que teria acontecido na Cecoi (Centro Comunitário de Convivência Infantil) Lar Escola Mãe Mariquinha, da prefeitura municipal.

Em agosto, outra mãe também denunciou supostos abusos sexuais na escola José Madureira Lebrão, na zona leste da cidade. Na mesma escola, outras crianças também teriam sido alvo de abuso em 2019.

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De acordo com o relato da mãe do caso de fevereiro, o menino chegou da escola desanimado e, na hora do banho, disse que estava com dor nas partes íntimas. "Eu perguntei para ele porque estava doendo, e ele me contou que um homem havia colocado a mão no seu shorts, na escola", conta ela, em entrevista a OVALE.

A mãe ligou para a diretora da escola perguntando o que havia acontecido e foi orientada a levar a criança ao hospital. A diretora então levou-os de carro até a Upa (Unidade de Pronto Atendimento) do Alto da Ponte, na zona norte da cidade.

"O médico examinou ele e viu que tinha uma pequena fissura anal. Eu comecei a chorar e contei para ele tudo que meu filho relatou. Aí, deixaram ele em observação, para que fossem feitos os exames necessários", completa a mãe.

Segundo ela, a criança precisava ser levada ao Hospital da Vila Industrial, mas não havia ambulância disponível. Já no outro dia, pela manhã, o menino foi levado ao hospital. O Boletim de Ocorrência foi aberto no dia seguinte, na DDM de São José dos Campos.

De acordo com a mãe, o menino relatou que estava brincando no corredor da escola quando um homem teria colocado a mão em seu shorts e forçado o dedo em seu ânus. Ao ser perguntado sobre quem era o homem, ele identificou-o como sendo um indivíduo que realizava serviços de zeladoria no local.

A mãe conta que ele e outros dois monitores foram afastados da escola. Atualmente o menino está esperando um agendamento para atendimento psicológico no Hospital Francisca Julia. "Tem dias que ele tem pesadelos e até fez xixi na calça depois de passar pelo local onde aconteceu o abuso. Ele me contou tudo com muitos detalhes e ele sabe que o que foi feito com ele não foi certo", completa a mãe.

INVESTIGAÇÃO

De acordo com a prefeitura, por se tratar de criança, as informações do processo são sigilosas. A família recebe atendimento psicológico e social por parte de toda a rede protetiva e é atendida pelo CREAS (Centro de Referência de Assistência Social)", disse o governo, em nota.

Até o momento, ninguém foi preso. "Meu filho está sofrendo e ele [o acusado], está solto. O que estão esperando? Que ele abuse de outra criança?", finaliza a mãe.

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