Comunidade

Entidades da Igreja Católica divulgam carta de apoio à moradores do Banhado, em São José

Por Thais Perez |
| Tempo de leitura: 2 min
RESISTÊNCIA.rMoradores não concordam com desocupação das casas do Banhado, em São José dos Campos
RESISTÊNCIA.rMoradores não concordam com desocupação das casas do Banhado, em São José dos Campos

A Comissão de Justiça e Paz da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e outras entidades religiosas assinaram uma carta aberta em apoio aos moradores da comunidade do Banhado, localizada no centro de São José dos Campos. O documento foi encaminhado à prefeitura de São José e ao governo de São Paulo.

Além da Comissão de Justiça e Paz da região sul, assinaram também a CEBS (Comunidades Eclesiais de Base), a Comissão Socioambiental da Diocese São José dos Campos, a Comissão Sociotransformadora – Diocese de Taubaté, Irmandade dos Mártires da América Latina, entre outras entidades religiosas ligadas à Igreja Católica.

Leia também: Anderson defende demolições e diz que criminosos usam moradores do Banhado como 'escudo'

"Os cristãos e as pessoas de boa vontade têm como missão a transformação social, para uma sociedade onde a solidariedade, fraternidade, justiça social e redução da desigualdade são defendidos como valores evangélicos", diz a carta aberta.

"A comunidade organizada tem direito à moradia digna e o dinheiro não vale mais que a vida", continua. "Conclamamos as autoridades civis para a urgente retirada da ocupação da Polícia Militar e GCM (Guarda Civil Municipal) do Banhado, assim como o cumprimento do devido trâmite judicial em curso", pede o documento.

Leia mais: Justiça cobra explicação sobre demolições no Banhado pela segunda vez em 20 dias

"A intenção é que essa carta possa ser lida nas missas, nas reuniões pastorais, em outras entidades não-católicas também, que a sociedade de São José entenda o quanto essas famílias estão, de certa forma, sendo torturadas pelo poder público", explica Professor Ronaldo Santos da Comissão Justiça e Paz do Regional Sul 1, da CNBB.

CONTEXTO

No dia 23 de agosto, uma ação orquestrada pela prefeitura demoliu sete edificações do bairro, incluindo três casas de alvenaria que, segundo os moradores, estavam ocupadas. 

A juíza Naira Barbosa, da 2ª Vara da Fazenda de São José, pediu explicações à prefeitura e proibiu novas remoções.

Comentários

Comentários