A equipe do candidato a deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) e integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) se envolveram em uma grande confusão na tarde deste domingo (25) no centro de São Paulo.
Segundo integrantes do MBL, Boulos e sua militância teriam agredido um garoto de 15 anos, pertencente do grupo. Em contrapartida, o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) afirmou que o movimento teria usado o menor de idade como forma de provocar e acusá-lo falsamente.
Em seguida, de acordo com a equipe do psolista, policiais militares teriam agido para “prender ilegalmente o candidato”. Presentes no local, os advogados Ariel de Casto Alves e Augusto de Arruda Botelho interviram na tentativa de prisão contra Boulos.
“Conversei com os policiais militares responsáveis pela ocorrência. Eles queriam levar o Guilherme Boulos preso em flagrante. Eu disse que não, que isso é ilegal. Se tivesse um boletim de ocorrência, uma intimação ou coisa semelhante, ok. Não havia prova nenhuma dessa suposta agressão”, destacou Arruda. O advogado, inclusive, será candidato a deputado federal pelo PSB no pleito da próxima semana.
Em um vídeo divulgado pelo MBL, é possível ver o garoto em questão se aproximando de Boulos e perguntando por que o candidato “se diz apoiador da democracia se defende ditaduras como a de Cuba”. Em seguida, após um enorme empurra-empurra, fica impossível de ver o que acontece no vídeo. O movimento ainda publicou em seu perfil uma foto em que o jovem com hematomas no rosto.
Em vídeo, o candidato a deputado federal Cristiano Beraldo, integrante do MBL, afirmou que a mãe do adolescente chamou a polícia. “Na hora de agredir toda a quadrilha que fica no teu entorno agrediu (sic) um moleque de 15 anos, você é machão. Agora vem aqui ser macho com a polícia (...)”, afirma em vídeo.
Esse aqui é o momento que a turma do Boulos ESPANCA um militante do MBL no meio da Paulista. Essa turma tem que ir pra cadeia pic.twitter.com/Y2tZnmPVo4
— Cristiano Beraldo | 4488 (@CrBeraldo) September 25, 2022