O Vale do Paraíba se aproxima da marca de 600 mil casos confirmados de Covid-19 em toda a pandemia, o que supera a população de todas as cidades da região, com exceção de São José dos Campos. É ainda o equivalente ao total de habitantes somados de 30 municípios da RMVale, entre eles Lorena, Cruzeiro e Campos do Jordão.
Superlativo, o número de 600 mil diagnósticos positivos na pandemia deve ser alcançado pela região ainda em setembro, provavelmente na semana do dia 20. Ou até antes, caso a média diária de novos casos passe dos atuais 590 diagnósticos positivos neste mês – 40% acima da média de agosto, de 423 casos diários.
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Até a sexta-feira (9), a região acumula 592,8 mil casos confirmados de Covid-19, faltando quase 7.200 para atingir a marca de 600 mil contaminados.
Os números consideram os casos confirmados desde 18 de março de 2020, quando foram identificados os três primeiros infectados pelo coronavírus na região, em São José dos Campos e um em Taubaté.
“Ressaltamos que os casos graves, que levam a óbito, estão fundamentalmente associados a pessoas que não completaram o ciclo de vacinação”, avaliou o estatístico Paulo Barja, professor da FEAU (Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo) da Univap (Universidade do Vale do Paraíba).
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VARIAÇÃO
A pandemia do coronavírus é marcada por oscilações na contaminação em 2022, ano que começou batendo recorde de infectados no primeiro bimestre – 117,2 mil casos, nada menos do que 44,5% dos diagnósticos positivos de 2022.
Após queda dos indicadores em março e abril, a doença voltou a subir na região a partir de maio, caiu de novo em junho, julho e agosto e retomou a trajetória de subida em setembro, mas em patamar menor do que no início do ano.
O atual mês tem 5.323 casos confirmados até o dia 9 contra 4.385 em agosto, em igual período. As mortes caíram pela metade – 4 contra 8 – e as internações recuaram 49% -- 31 a 61.
Segundo o biólogo e pesquisador do Instituto Adolfo Lutz de Taubaté, Renato Pereira de Souza, mesmo com a queda da mortalidade e dos casos graves, a população precisa manter os cuidados sanitários diante da circulação do vírus.
“As vacinas protegem contra as formas mais graves da doença e diminuem um pouco a capacidade de transmissão do vírus, mas não impedem completamente a disseminação”.
PESQUISA
Pesquisadores do Cadde (Centro Conjunto Brasil-Reino Unido de Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus) desenvolveram um método mais rápido e de menor custo para analisar dados sorológicos da população que pode contribuir com a avaliação e a previsão do comportamento epidemiológico da Covid-19.
A informação é da Agência Fapesp. Os cientistas demonstraram que a metodologia foi capaz de prever a transmissão da variante delta no Brasil. Agora, eles buscam validar o método como forma de fazer a vigilância na população para novas variantes do coronavírus e até mesmo para outros tipos de doença, auxiliando na rapidez da resposta.
“Em vez de calcular a porcentagem da população com anticorpos, analisamos a quantidade de anticorpos no sangue e conseguimos associar o nível deles à morbidade causada pela variante delta”, disse Lewis Buss, pesquisador do Imperial College London.