Taubaté

Adequação da jornada de professores terá gasto extra de R$ 58 milhões por ano

Por Julio Codazzi |
| Tempo de leitura: 1 min
Escola da rede municipal de Taubaté
Escola da rede municipal de Taubaté

A Prefeitura de Taubaté prevê ampliar em R$ 58,3 milhões o gasto anual com a folha de pagamento para adotar, a partir de 2023, a nova jornada dos professores.

A partir do próximo ano letivo, os docentes terão um terço da jornada destinado para atividades extraclasse, como preparação de aulas e correção de provas. Pela regra atual, é reservado um sexto.

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O gasto adicional com a folha de pagamento deverá ocorrer devido à necessidade de contratar mais professores. O governo José Saud (MDB) enviou à Câmara um projeto que prevê criar mais 650 cargos de docente na rede municipal, sendo 200 de professor infantil (passaria de 576 para 776), 50 de professor 1 (passaria de 575 para 625) e 400 de professor 3 (passaria de 736 para 1136).

Pela legislação municipal existem 1.887 cargos de professor na Prefeitura. Com a ampliação, passariam a ser 2.537.

O projeto havia sido enviado à Câmara em agosto, mas acabou retirado na sequência, pois não estava com o estudo do impacto orçamentário-financeiro. Uma nova versão, com os dados, foi encaminhada ao Legislativo na última semana. Com os novos professores, o gasto anual da Prefeitura com a folha de pagamento passará de R$ 615,9 milhões para R$ 674,3 milhões.

Prevista em uma lei federal de 2008, a adequação da jornada irá ocorrer em Taubaté com 15 anos de atraso. Inicialmente, a previsão era de que a medida fosse adotada no município a partir de setembro desse ano, mas, a pedido do governo Saud, a Câmara transferiu o início da vigência da norma para janeiro do ano que vem.

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