A Polícia Civil de São José dos Campos está investigando as circunstâncias da morte de um homem de 56 anos que foi encontrado em uma estrada rural no dia 24 de agosto, depois de supostamente fugir do Hospital Municipal da Vila Industrial, onde estava internado.
De acordo com o filho da vítima, no dia 23, seu pai tinha uma consulta marcada na UES (Unidade de Especialidade de Saúde) na região central. No local, foi recomendado que o homem fosse encaminhado para o hospital da Vila.
Esposa e filho levaram o homem até o pronto socorro e ele foi internado. De acordo com a família, ele sofria de uma cirrose avançada e apresentava confusão mental. "Minha mãe ficou com ele até às 21h, mas por conta da idade, não podia ficar como acompanhante dele", explica o filho. No dia seguinte, a visita aos internados aconteceria às 7h e às 14h.
A família não pode ir até o hospital, mas às 14h, irmãos do paciente compareceram ao local, mas foram informados de que o homem não estava mais no hospital e tinha sido dado de alta por volta das 3h20 da manhã. "Nós nem tínhamos ideia, nessa hora, de que ele já estava morto", disse o filho do homem, que foi encontrado morto na estrada Rio-São Paulo, com sinais de atropelamento.
O corpo foi encontrado por volta das 5h e na ocasião, a polícia registrou o caso como morte suspeita de indivíduo sem identificação. O caso chegou a ser noticiado pelo OVALE.
"Eles deveriam ter nos avisado que ele saiu do hospital, ou que ele queria ir embora. Nós iriamos buscá-lo. Agora, deixá-lo sair, do jeito que ele estava, é um absurdo", declarou o filho.
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QUESTIONAMENTO.
A Prefeitura de São José dos Campos afirmou que o paciente foi admitido no Salão Verde - não emergencial - do Pronto Socorro do Hospital Municipal às 21h e evadiu-se - por conta própria - no início da madrugada. "Legalmente, um hospital não pode obrigar que um paciente de maioridade permaneça na unidade", disse a nota enviada pela Secretaria de Saúde.
Questionada se existe algum protocolo de aviso para as famílias quando há evasão por conta própria, a gestão se limitou a dizer que o paciente fugiu. "Provavelmente, quando ele saiu do hospital, estava completamente desorientado para ter ido para aquele local, já que ele morava na direção oposta", explicou o filho.
"Como um hospital cheio de segurança pode deixar isso acontecer? Estamos revoltados porque foi negligência deles. Meu pai não vai voltar mais", finaliza.