A Prefeitura de Taubaté mudou a versão sobre a área no bairro Loteamento Bardan em que o vereador Coletor Tigrão (Cidadania) iniciou a construção de uma casa no mês passado, mas manteve o entendimento de que a obra seria irregular.
Inicialmente, a Prefeitura havia informado à reportagem apenas que a área em questão – uma pequena área verde localizada no fim da Rua Antônio Batista Ferrari, que é uma via sem saída – era “um sistema de lazer de propriedade” do município.
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Agora, após novo questionamento da reportagem, a Secretaria de Habitação afirmou ter feito a concessão de uso da área para uma moradora, "após atendimento social e avaliação socioeconômica". A pasta não informou em que data essa cessão foi autorizada. O nome da moradora também não foi divulgado.
A Prefeitura informou, no entanto, que mesmo com a concessão de uso da área, nenhuma obra poderia ter sido feita no local sem prévia autorização. Por isso, a cessão do imóvel será anulada. "Para executar qualquer alteração e/ou construção no imóvel, o projeto deveria ter sido devidamente aprovados pela Secretaria de Planejamento. Até o momento não há projeto aprovado para construção no local. A área construída será demolida e a Secretaria de Habitação pretende revogar a autorização".
OBRA.
A obra teve início no dia 20 de agosto. Os trabalhos no local, que eram feitos pelo próprio vereador, só foram paralisados no dia 23 – isso ocorreu depois de reclamações de moradores do bairro e após a reportagem acionar a Prefeitura para questionar se a obra havia sido autorizada.
Nesses primeiros dias de trabalho, Tigrão, que é morador do bairro, chegou a construir parte de um muro no local.
Procurado novamente pela reportagem nessa semana, o vereador se pronunciou apenas por meio de assessores. A equipe de gabinete alegou que o parlamentar apenas “ajudou” a moradora e que “se alguém fez uma obra sem autorização ou algo nesse sentido não foi o vereador e sim a munícipe”.