CRISE SERTANEJA

Gusttavo Lima, pivô da 'CPI do sertanejo', recebe apoio da Polícia Militar de MG

Por | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Lima teve um show cancelado em Minas Gerais no sábado, 30.
Lima teve um show cancelado em Minas Gerais no sábado, 30.

Agentes da Polícia Militar entraram no camarim de Gusttavo Lima em Divinópolis, cidade mineira a 124 quilômetros de Belo Horizonte, para prestar apoio, cantar e presentear o cantor, que tem shows cancelados e investigados pelo Ministério Público por receber cachês milionários dos cofres de prefeituras Brasil afora.

O encontro, registrado em vídeo, foi compartilhado no perfil oficial da corporação no Instagram. Na gravação, um dos agentes diz que entrou no camarim para levar "a solidariedade e o carinho" da Polícia Militar. "Nossa casaca parda esta contigo."

Em seguida, o agente presenteia Gusttavo Lima com uma camiseta da corporação e passa a palavra para os colegas, que começam a cantar "Balada", um dos primeiros sucessos do cantor. "Gusttavo Lima e a Polícia Militar", diz ele, brincando, ao fim da gravação.

Por e-mail, a reportagem procurou a Polícia Militar de Minas Gerais para comentar o caso, mas não obteve retorno.

Lima teve um show cancelado em Minas Gerais no sábado, 30. A apresentação, que ocorreria em Conceição do Mato Dentro, foi suspensa porque a verba que a prefeitura tinha usado para pagar o cachê do cantor, de R$ 1,2 milhão, era desviada.

A milhares de quilômetros dali, no sul da Bahia, o cantor teve outro show cancelado nesta sexta-feira, 3. A Justiça suspendeu a apresentação a pedido do Ministério Público, que estranhou a prefeitura ter pedido Pix aos moradores para socorrer desabrigados de enchentes em dezembro e agora ter dinheiro suficiente para pagar R$ 704 mil ao cantor.

Gusttavo Lima, que foi o segundo artista mais ouvido do Spotify no ano passado, virou o pivô da polêmica por ter o cachê mais alto entre os sertanejos do país. Outros músicos bastante populares recebem bem menos. A dupla Zé Neto & Cristiano, por exemplo, embolsa entre R$ 180 mil e R$ 550 mil, enquanto Bruno & Marrone tocam por R$ 500 mil, para citar dois exemplos.

Lima nega irregularidades. Por meio de sua assessoria de imprensa, ele afirmou que "não pactua com ilegalidades" e que não é seu papel "fiscalizar as contas públicas".

Comentários

Comentários