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Avanço do sarampo em SP coloca Franca em estado de atenção

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Imagem gerada por IA
Manchas vermelhas proporcionadas pelo sarampo
Manchas vermelhas proporcionadas pelo sarampo

O avanço dos casos de sarampo no Estado de São Paulo colocou as autoridades de saúde em alerta, mas Franca segue sem registros da doença desde 2019. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, também não houve confirmação de casos suspeitos em 2026.

Apesar do cenário considerado controlado no município, a Vigilância Epidemiológica mantém o monitoramento permanente da doença, considerada altamente contagiosa. O reforço das ações ocorre em meio ao aumento de casos registrados na capital paulista e à intensificação da campanha de vacinação promovida pelo Governo do Estado.

A última confirmação de sarampo em Franca ocorreu há sete anos. Na época, foram adotadas medidas de bloqueio, investigação epidemiológica, vacinação e acompanhamento das pessoas que tiveram contato com os pacientes infectados.

Desde então, não houve novos casos confirmados.

Casos suspeitos foram descartados

Mesmo sem registros da doença, a rede municipal de saúde continua investigando notificações compatíveis com sarampo.

Nos últimos dois anos, cinco casos suspeitos foram analisados em Franca. Um deles foi registrado em 2024 e outros quatro em 2025. Todos acabaram descartados após investigação.

Em 2026, até o momento, não houve registro de caso suspeito no município.

Vacinação é principal barreira contra a doença

A Secretaria Municipal de Saúde destaca que a vacinação continua sendo a principal estratégia para impedir a reintrodução do vírus.

Entre janeiro e 11 de agosto deste ano, foram aplicadas 5.740 doses das vacinas Tríplice Viral e Tetraviral em Franca.

Janeiro registrou o maior volume de imunizações, com 1.039 doses aplicadas. Em julho, a procura voltou a crescer, alcançando 927 doses, uma das maiores marcas do ano.

Segundo a Secretaria de Saúde, a manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para evitar novos casos.

“A vacinação permanece como a principal medida de prevenção contra o sarampo. A manutenção de altas coberturas vacinais, aliada à vigilância epidemiológica e à investigação oportuna dos casos suspeitos, é fundamental para evitar a reintrodução e a circulação do vírus no município”, informou a pasta.

O imunizante é distribuído gratuitamente em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de Franca, dentro do calendário nacional.

Capital paulista concentra casos confirmados

O alerta ganhou força após a Secretaria Estadual de Saúde informar que a cidade de São Paulo contabiliza 23 casos confirmados de sarampo em 2026.

Diante do cenário, o Estado ampliou as medidas de prevenção e vacinação, especialmente na Capital, com 20 casos; em Guarulhos, um caso; e em São Bernardo do Campo, com dois.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, pelo menos 16 das pessoas infectadas não possuíam histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto. Dos 23 casos confirmados, dois foram classificados como importados e os demais têm relação com cadeias de transmissão ligadas a esses registros.

Doença pode causar complicações graves

O sarampo é uma doença viral altamente transmissível. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, vermelhidão nos olhos e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem primeiro no rosto e depois se espalham pelo corpo.

A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas eliminadas ao falar, tossir ou espirrar.

Além dos sintomas iniciais, a doença pode provocar complicações graves, como pneumonia, infecções de ouvido e inflamação cerebral, principalmente em crianças e pessoas não vacinadas.

Por isso, autoridades de saúde reforçam que a imunização continua sendo a forma mais eficaz de proteção contra o vírus.

Comentários

2 Comentários

  • Darsio 5 horas atrás
    O que o babaca, negacionista e anti-vacina, o vice-prefeito de Franca tem a nos dizer? Seria maravilhoso que somente esses babacas negacionistas e adeptos da Terra plana, contraíssem essas doenças e, sofressem as consequências das mesmas, pois assim a seleção natural estaria fazendo o seu papel e, a humanidade restaria evoluindo.
  • Jesuino Salgado 5 horas atrás
    Esse vírus veio do RJ e está se espalhando por SP todo, não, por acaso, tem efeitos colaterais na segurança e no preço da água.