TONELADAS DE DROGA

Receita identifica esquema de cocaína em carga de madeira

Por Luany Galdeano | da Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação via Itatiaia
Operação na fronteira faz a maior apreensão do país, segundo estimativa da Receita.
Operação na fronteira faz a maior apreensão do país, segundo estimativa da Receita.

A Receita Federal deflagrou neste domingo (21) uma operação que reteve oito caminhões de carga com 260 toneladas de madeira que estariam carregando cocaína.

A Operação Timber Shield (escudo de madeira, em tradução livre) foi conduzida em cooperação com os Estados Unidos e a Aduana Nacional da Bolívia, que identificou indícios de utilização de cargas de madeira para esconder e transportar drogas.

Os agentes detectaram na sexta-feira (19) que a carga estava ingressando no Brasil, e a operação foi deflagrada neste domingo nas cidades de Corumbá (MS) e Cáceres (MT), ambas na fronteira com a Bolívia.

Segundo a Receita, uma perícia preliminar tem resultado positivo para a presença da droga. Estima-se que entre 10% e 20% do peso total da carga corresponda a cocaína, com base em outras investigações envolvendo o mesmo método de ocultação.

Pode haver entre 20 e 50 toneladas de droga na carga, segundo análise ainda em andamento da Polícia Federal. Se o volume for confirmado, a operação pode se tornar a maior apreensão de cocaína da história do país.

"A partir de informações de inteligência compartilhadas, a Receita Federal intensificou a fiscalização na fronteira e reteve cargas de madeira em Corumbá/MS e Cáceres/MT. A operação reflete a integração Brasil-EUA no combate ao crime, com troca de informações de inteligência", publicou neste domingo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

No início do mês, em 6 de junho, a Aduana do Chile apreendeu 100 toneladas de cocaína oriunda da Bolívia, no mesmo esquema detectado na operação deste domingo, com cocaína líquida misturada a madeira.

Além dos organismos internacionais e da própria Receita, a operação contou com a participação do Exército Brasileiro, da Polícia Federal, das polícias técnicas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e do Gefron (Grupo Especial da Fronteira).

Comentários

Comentários