As imagens que registraram o espancamento de Guilherme Henrique Barbosa Florencio, de 21 anos, foram decisivas para a identificação dos suspeitos envolvidos no crime ocorrido em Jeriquara, no dia 4 de abril. A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 12, pelo delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, Gabriel Fernando Tomaz Silva, após a prisão de oito investigados na quinta-feira, 11.
Segundo o delegado, os vídeos que circularam nas redes sociais e na imprensa, aliados aos depoimentos de testemunhas, foram fundamentais para o avanço das investigações conduzidas pelo delegado de Jeriquara, Daniel Paulo Radaelli.
“As imagens que foram divulgadas acerca da briga, bem como com a prova testemunhal. Através disso, o inquérito conseguiu identificar nove maiores de idade e três adolescentes envolvidos”, afirmou Gabriel Tomaz Silva.
Com base nos elementos reunidos pela Polícia Civil, a Justiça decretou a prisão preventiva de nove adultos investigados pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e corrupção de menores. Oito deles foram presos durante a operação policial e um permanece foragido.
Suspeitos se apresentaram
De acordo com o delegado, a maior parte dos investigados se apresentou espontaneamente após tomar conhecimento dos mandados de prisão.
Com apoio da DIG de Franca, equipes policiais foram mobilizadas para cumprir as ordens judiciais em Jeriquara. Ao chegarem à cidade, os agentes encontraram familiares dos investigados reunidos na delegacia.
“A maioria deles se entregou para dar cumprimento ao mandado de prisão. Tivemos oito presos no total”, explicou.
Violência registrada em vídeo
Segundo a Polícia Civil, a gravidade das agressões registradas nas imagens foi um dos principais fatores para o enquadramento do caso como tentativa de homicídio.
“O vídeo é muito forte. Mesmo com a vítima já caída e desacordada, ela continua recebendo diversos golpes no rosto. É possível ver, inclusive, que ela chega a expelir sangue pela boca”, relatou o delegado.
As investigações apontam que Guilherme foi agredido ao tentar defender um familiar durante uma confusão generalizada ocorrida em uma praça da cidade.
A vítima sofreu traumatismo craniano, precisou ser internada em estado grave na Santa Casa de Franca, passou por cirurgia no maxilar e permaneceu hospitalizada por vários dias. Atualmente, já recebeu alta médica e segue em recuperação.
Caso pode ir ao Tribunal do Júri
Com a conclusão do inquérito policial, o caso passa agora para análise do Ministério Público e da Justiça.
Os investigados já foram interrogados e, segundo a Polícia Civil, não devem prestar novos depoimentos nesta fase processual. Como o crime foi enquadrado como tentativa de homicídio, o processo seguirá o rito dos crimes dolosos contra a vida.
“Se forem pronunciados pela Justiça, eles serão submetidos ao julgamento popular”, explicou o delegado.
Os três adolescentes identificados durante a investigação responderão por ato infracional, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Pena pode chegar a 30 anos
Caso sejam condenados por tentativa de homicídio qualificado, os investigados poderão receber penas que variam de 12 a 30 anos de prisão. Já o crime de corrupção de menores prevê pena de até cinco anos.
A Polícia Civil informou que continua as buscas pelo nono investigado, que segue foragido. Informações sobre seu paradeiro podem ser repassadas de forma anônima às autoridades.
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