4º TRIMESTRE DE 2025

IBGE: Veja em que estados a taxa de desemprego é a menor do país

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/gov.br
Em 20 estados e no Distrito Federal, o desemprego anual foi o mais baixo de toda a série.
Em 20 estados e no Distrito Federal, o desemprego anual foi o mais baixo de toda a série.

A taxa de desemprego no Brasil fechou 2025 em 5,6%, a menor média anual desde o início da série histórica, em 2012. Os dados são da IBGE, divulgados pela PNAD Contínua. No quarto trimestre, o índice ficou em 5,1%, abaixo dos 5,6% do trimestre anterior e dos 6,2% registrados no mesmo período de 2024.

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Em 20 estados e no Distrito Federal, o desemprego anual foi o mais baixo de toda a série. Entre eles estão São Paulo (5,0%), Minas Gerais (4,6%), Paraná (3,6%) e Santa Catarina (2,3%). As menores taxas do país ficaram com Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). Já os maiores índices apareceram no Piauí (9,3%), na Bahia (8,7%), em Pernambuco (8,7%) e no Amazonas (8,4%).

O nível de ocupação, que mostra a parcela de pessoas trabalhando dentro da população com 14 anos ou mais, chegou a 59,1% no ano. Os melhores resultados foram de Mato Grosso (66,7%), Santa Catarina (66,2%) e Mato Grosso do Sul (64,4%). Na outra ponta, Alagoas (47,5%), Ceará (47,8%) e Rio Grande do Norte (47,9%) tiveram os menores percentuais.

Mesmo com a melhora no desemprego, a subutilização da força de trabalho, que inclui quem trabalha menos do que poderia ou desistiu de procurar vaga, ficou em 14,5% no país. O Piauí lidera, com 31%. Já a informalidade segue alta: 38,1% dos ocupados trabalham sem carteira ou CNPJ. Maranhão (58,7%) e Pará (58,5%) têm os maiores índices, enquanto Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%) registram os menores.

O rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.560 no ano. Os maiores valores foram no Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Os menores rendimentos apareceram no Maranhão (R$ 2.228), na Bahia (R$ 2.284) e no Ceará (R$ 2.394).

No geral, o retrato de 2025 mostra um mercado de trabalho mais aquecido, com desemprego em baixa histórica em boa parte do país, mas ainda com desafios como informalidade elevada e desigualdades regionais.

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