FEVEREIRO VIOLETA

Analfabetismo em Campinas ainda atinge 1,64% da população

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMC
Cidade conseguiu reduzir em mais de 8 mil o número de pessoas não alfabetizadas em três anos; campanha Fevereiro Violeta reforça busca ativa.
Cidade conseguiu reduzir em mais de 8 mil o número de pessoas não alfabetizadas em três anos; campanha Fevereiro Violeta reforça busca ativa.

O município de Campinas registra queda no número de pessoas não alfabetizadas nos últimos anos, segundo dados oficiais. Levantamento do Tribunal Superior Eleitoral, com base em autodeclaração coletada em dezembro de 2025, aponta que 14.015 moradores com mais de 16 anos se declaram analfabetos, o equivalente a 1,64% da população. Em 2022, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicavam 22.881 pessoas não alfabetizadas, ou 2,41% da população à época. A diferença representa uma redução superior a 8,8 mil pessoas em três anos.

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Os números reforçam o avanço das políticas públicas voltadas à Educação de Jovens e Adultos (EJA), mas também evidenciam que o desafio permanece. A Prefeitura avalia que o percentual atual ainda representa cerca de 14 mil pessoas fora do processo de alfabetização, concentradas principalmente em faixas etárias mais altas e em contextos de vulnerabilidade social.

Fevereiro Violeta amplia mobilização

É nesse contexto que a Prefeitura lançou, nesta segunda-feira (9), a 13ª edição da campanha Fevereiro Violeta, voltada ao enfrentamento do analfabetismo. A cerimônia ocorreu na regional sudoeste da Fundação Municipal para Educação Comunitária, no DIC 4, distrito do Ouro Verde. O tema deste ano é “Os exercícios da cidadania e os desafios da superação do analfabetismo de Campinas na Educação de Jovens e Adultos”.

A mobilização prevê 18 ações semanais, com divulgação em meios de comunicação, redes sociais e circulação de carros de som por todas as regiões da cidade. Também estão programadas a distribuição de mais de 2 mil panfletos e a fixação de cerca de 700 cartazes em ônibus do transporte coletivo e em estabelecimentos comerciais.

A secretária de Educação e presidente da Fumec, Patrícia Adolf Lutz, explicou que a campanha fortalece a estratégia de busca ativa para localizar potenciais alunos da EJA. “Os interessados podem se matricular durante todo o ano. O curso é gratuito e basta apresentar documento de identidade e comprovante de residência”, destacou. Na edição de 2025, a campanha resultou em mais de 200 abordagens, que geraram 112 novas matrículas no período da ação.

Atualmente, a EJA em Campinas é organizada em etapas equivalentes ao ensino regular. Os anos iniciais (1º ao 5º) são voltados à alfabetização e letramento, enquanto os anos finais (6º ao 9º) aprofundam conteúdos e preparam os alunos para o ensino médio. Quem busca concluir o ensino médio ou obter formação profissional é encaminhado para a rede estadual ou para o Ceprocamp.

Desde 2013, a Fumec já atendeu cerca de 44 mil alunos na EJA – Anos Iniciais. Atualmente, a modalidade conta com 77 salas de aula ativas. Campinas já alcançou o Selo de Município Livre do Analfabetismo, concedido a cidades com mais de 96% da população alfabetizada, mas a avaliação interna é de que o trabalho precisa avançar. “Enquanto houver uma pessoa analfabeta, é papel do poder público manter políticas permanentes”, reforçou o diretor dos Programas de EJA, José Batista Filho.

As matrículas podem ser feitas diretamente nas salas de aula da EJA ou nas regionais da Fumec. Informações detalhadas estão disponíveis em www.fumec.sp.gov.br.

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