'TENHO IMUNIDADE'

Juíza negra da ONU é condenada por escravizar mulher

Por | da Redação
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Reprodução/@ThamesVP/X
A juíza de 49 anos foi considerada culpada por mais de um crime.
A juíza de 49 anos foi considerada culpada por mais de um crime.

Lydia Mugambe, juíza da ONU e do Tribunal Superior de Uganda, foi condenada por forçar uma jovem a trabalhar como escrava no Reino Unido. Segundo a acusação, Mugambe impediu a vítima de conseguir emprego formal, obrigando-a a trabalhar como empregada doméstica e babá sem remuneração.

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A juíza de 49 anos foi considerada culpada pelos crimes de conspiração para violar leis de imigração, facilitação de viagem com fins de exploração, trabalho forçado e conspiração para intimidar uma testemunha. A sentença será proferida em 2 de maio no Tribunal da Coroa de Oxford.

Imagens divulgadas pela polícia mostram o momento em que Mugambe, surpresa ao ser presa sob a Lei de Escravidão Moderna, alegou ter imunidade diplomática. "Sou juíza no meu país, tenho imunidade. Não sou criminosa", disse ela aos policiais.

Durante o julgamento, a promotora Caroline Haughey afirmou que Mugambe explorou a vítima, aproveitando-se da falta de conhecimento dela sobre seus direitos trabalhistas. Segundo a acusação, Mugambe, que cursava doutorado em Direito na Universidade de Oxford, conspirou com o vice-alto comissário de Uganda, John Leonard Mugerwa, para trazer a jovem ao Reino Unido em troca de favores legais.

Além disso, Mugambe foi condenada por tentar intimidar a vítima a retirar o apoio à acusação. A jovem, cujo nome não foi divulgado, relatou sentir-se "solitária" e "presa" após ter suas horas de trabalho limitadas.

A ONU confirmou que qualquer imunidade de Mugambe foi revogada pelo Secretário-Geral da organização.

*Com informações da BBC

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