Após críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal, Jair Bolsonaro afirmou ontem (6) que não ofendeu nenhum magistrado. O presidente da República, no mesmo discurso, disse que "parte" da corte quer "a volta da corrupção e da impunidade" e voltou a atacar Luís Roberto Barroso, ministro do STF que também é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
"Não ofendi nenhum ministro do Supremo, apenas falei da ficha do sr. Barroso, defensor do terrorista [Cesare] Batisti, favorável ao aborto, da liberação das drogas, da redução da idade para estupro de vulnerável, ele quer que nossas filhas e netas com 12 anos tenham relações sexuais sem problema nenhum", disse.
Bolsonaro viajou para Joinville (SC), onde chegou pela manhã e discursou em almoço para empresários. A agenda continua até sábado (7), quando participa de uma motociata. Nos últimos dias, Bolsonaro falou na possibilidade de usar armas "fora das quatro linhas da Constituição" em meio à sua cobrança para implantação de voto impresso e ameaça de não serem realizadas eleições em 2022.
Nesta sexta, Bolsonaro também voltou a criticar o sistema de votação brasileiro. "Estou atacando o Barroso? Não estou. Acho que ele deveria se orgulhar e ouvir da minha parte a verdade. É ele que fala que as urnas são invioláveis, impenetráveis. Esse tipo de gente quer decidir as eleições no ano que vem. Quero e desejo eleições, limpas, democráticas", discursou. (FP)