O Sistema Cantareira encerrou outubro com 51,2% do volume útil, após ultrapassar a marca de 50% na última quinta-feira (29). O manancial, responsável pelo abastecimento de parte da Grande São Paulo, não atingia esse patamar desde 17 de junho de 2025, há mais de um ano e quatro meses.
A recuperação foi favorecida pelo volume de chuvas registrado nos últimos meses. Em outubro, o acumulado chegou a 210,8 milímetros, equivalente a 162% da média histórica de 130 milímetros, segundo dados da Sabesp. Em setembro, o Cantareira registrou 282,5 milímetros de chuva, o correspondente a 358,3% da média climatológica para o período, de 78,8 milímetros.
Neste sábado (31), o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne sete reservatórios interligados, operava com 61,9% da capacidade. A integração permite a gestão conjunta dos mananciais que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo.
Desde agosto de 2025, o sistema opera com redução da pressão da água durante oito horas no período noturno, por determinação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). A medida tem como objetivo preservar os reservatórios e, segundo o governo estadual, já proporcionou uma economia estimada em mais de 209 bilhões de litros de água.
O governo também acompanha ações da Sabesp para reforçar a segurança hídrica, como a antecipação de obras, manobras entre sistemas e distribuição de caixas-d'água para famílias vulneráveis. Em situações de emergência, estão previstas medidas como reforço das equipes de manutenção e disponibilização de caminhões-pipa.