25 ANOS DO ATENTADO

Confira 7 teorias da conspiração sobre o 11 de Setembro

Por | da Rede Sampi
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Photo by Eric Draper; National Archives Catalog ID 5997292
Uma das teorias afirma que o próprio governo americano organizou os atentados ou sabia que eles aconteceriam e decidiu não impedir a ação.
Uma das teorias afirma que o próprio governo americano organizou os atentados ou sabia que eles aconteceriam e decidiu não impedir a ação.

Vinte e cinco anos após os atentados de 11 de setembro de 2001, diferentes teorias da conspiração sobre os ataques continuam circulando. As narrativas questionam desde a autoria dos atentados até a queda das Torres Gêmeas e o ataque ao Pentágono.

Confira algumas das principais:

1. O governo dos EUA planejou os ataques

Uma das teorias afirma que o próprio governo americano organizou os atentados ou sabia que eles aconteceriam e decidiu não impedir a ação. Segundo uma pesquisa YouGov de 2023 citada pelo jornal Deutsch Welle, 20% dos americanos acreditavam que o governo dos Estados Unidos estava envolvido nos ataques.

2. Explosivos derrubaram as Torres Gêmeas

A teoria sustenta que os aviões não foram suficientes para provocar o colapso dos edifícios e que explosivos foram instalados previamente nas torres.

Investigações do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST) concluíram que os impactos dos aviões e os incêndios provocados pelas colisões causaram o colapso. Estudos do MIT e da consultoria Weidlinger Associates também chegaram a conclusões semelhantes. Não foram encontrados explosivos ou bombas no local.

3. Um míssil atingiu o Pentágono

Outra narrativa afirma que o Pentágono não foi atingido por um avião, mas por um míssil. A versão faz parte de um conjunto de teorias que questionam os acontecimentos registrados no prédio do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

4. Israel estava por trás dos atentados

Uma teoria antissemita atribui os ataques a Israel ou a grupos judeus. A narrativa se baseia em antigos estereótipos sobre uma suposta conspiração judaica para controlar o mundo. Não há evidências que sustentem essa acusação.

5. O voo 93 foi derrubado por um avião militar

O voo 93 da United Airlines caiu em uma área rural da Pensilvânia depois que passageiros tentaram impedir os sequestradores de alcançar o destino planejado. Uma das teorias afirma que a aeronave foi derrubada por um avião militar.

6. Os ataques foram uma operação de falsa bandeira

Outra versão sustenta que os atentados foram planejados para parecer uma ação de terroristas e justificar posteriormente ações do governo americano. A teoria se relaciona a outras narrativas que atribuem os ataques ao próprio governo dos Estados Unidos.

7. As Torres Gêmeas não poderiam ter caído com o impacto dos aviões

Essa narrativa questiona a capacidade dos aviões de provocar o colapso dos edifícios e usa imagens das explosões, da fumaça e da queda das torres como supostas evidências de uma demolição controlada.

Análises técnicas, porém, apontam que os impactos das aeronaves, combinados aos incêndios, comprometeram a estrutura dos edifícios. O NIST também analisou os vídeos dos ataques como parte de sua investigação.

Por que essas teorias continuam circulando?

Segundo especialistas ouvidos pela DW, acontecimentos traumáticos e inesperados deixam perguntas sem resposta imediata. Essa falta de informações pode favorecer explicações conspiratórias, principalmente entre pessoas que buscam recuperar uma sensação de controle ou reduzir a ansiedade diante de acontecimentos difíceis de compreender.

A psicóloga social Daniel Jolley, da Universidade de Nottingham, afirmou à DW que pessoas ansiosas podem ter maior propensão a acreditar em teorias conspiratórias. A pesquisadora Karen Douglas, da Universidade de Kent, destacou que qualquer pessoa pode aderir a essas narrativas em determinadas circunstâncias.

As redes sociais também facilitam a propagação dessas ideias. Conteúdos podem levar usuários de uma publicação a outra, criando o chamado “rabbit hole”, quando a pessoa se aprofunda cada vez mais em determinado tema e passa a consumir principalmente materiais que reforçam suas crenças.

Como lidar com teorias da conspiração?

Especialistas recomendam conversar sem transformar o debate em confronto pessoal, pesquisar informações junto com a pessoa e priorizar fontes confiáveis. A orientação também inclui contestar claramente discursos antissemitas, racistas ou extremistas.

O historiador Claus Oberhauser defende ainda o retorno à confiança em fatos e na ciência como forma de enfrentar narrativas conspiratórias.

Com informações da DW.

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