O potencial de consumo no mercado de imóveis e materiais de construção apresenta crescimento em Jundiaí e na Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) neste ano, ou seja, projeções indicam altas em relação a 2025. De acordo com dados do IPC Maps, especializado em cálculos de potencial de consumo nacional, neste ano, a aquisição de imóveis e a compra de materiais de construção deve alcançar R$ 1,85 bilhão em Jundiaí, alta de 11,1% em relação a 2025. Na RMJ, o montante chega a R$ 2,92 bilhões, crescimento de 12% na comparação com o ano anterior.
Em Jundiaí, o potencial de consumo estimado para aquisição de imóveis passou de R$ 444,2 milhões em 2025 para R$ 539 milhões em 2026, avanço de 21,3%. Já o segmento de materiais de construção movimenta um potencial estimado de R$ 1,32 bilhão, contra R$ 1,23 bilhão no ano anterior, aumento de 7,4%.
O crescimento, no entanto, não é absoluto em todas as faixas de renda. Na aquisição de imóveis, a classe A apresentou alta de 31,1%, chegando a R$ 388,1 milhões. A classe C cresceu 28,8%, enquanto a D/E avançou 15,6%. Na faixa B, porém, houve retração de 8,7%.
No setor de materiais de construção, o potencial de consumo da classe A aumentou 30,4%, para R$ 462,8 milhões. As classes D/E tiveram alta de 15,6% e a C de 12,6%. Novamente, a classe B apresentou queda, de 8,5%.
RMJ concentra potencial de quase R$ 3 bilhões
Considerando todos os municípios da Região Metropolitana de Jundiaí, o potencial de consumo dos dois segmentos somados alcança R$ 2,92 bilhões em 2026, ante R$ 2,61 bilhões em 2025.
Entre as categorias da pesquisa, a aquisição de imóveis responde por R$ 809,5 milhões, crescimento de 20% em um ano, no comparativo com o ano passado. O potencial para materiais de construção é ainda maior: R$ 2,12 bilhões, alta de 9,2% ante 2025.
Também na RMJ, a classe A registra os maiores avanços. O potencial para aquisição de imóveis cresceu 28,4%, enquanto na compra de materiais de construção teve alta de 31,3%. Na faixa C, os aumentos foram de 23% e 9,1%, respectivamente. As faixas D/E tiveram aumento também, de 7,2% na aquisição de imóveis e dos mesmos 7,2% na compra de materiais. A faixa B, por outro lado, apresentou redução de 3,9% no potencial para aquisição de imóveis e de 3,2% em materiais de construção.
Número de empresas também cresce
Os dados do IPC Maps também apontam expansão no número de empresas ligadas aos dois setores.
Em Jundiaí, o número de empresas de atividades imobiliárias passou de 1.477, em 2025, para 1.645 em 2026, aumento de 11,4%. A indústria da construção cresceu 8,7%, de 4.425 para 4.808 empresas, enquanto o varejo de materiais de construção passou de 974 para 1.024, alta de 5,1%.
Na Região Metropolitana de Jundiaí, o movimento é semelhante. As atividades imobiliárias passaram de 1.987 para 2.203 empresas, crescimento de 10,9%. A indústria da construção avançou 10,1%, partindo de 8.761 e chegando a 9.647 empresas, e o varejo de materiais de construção aumentou 5%, de 1.987 para 2.003 estabelecimentos do tipo.
Os números indicam, portanto, um cenário de expansão simultânea do mercado consumidor e da estrutura empresarial ligada à construção e ao setor imobiliário na região.
Cenário nacional
Até o final de 2026, os setores de construção civil e imobiliário devem movimentar, juntos, cerca de R$ 449,4 bilhões no Brasil, ainda segundo a Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo dos brasileiros, com base em dados oficiais.
Segundo o levantamento, as famílias irão desembolsar mais de R$ 306,3 bilhões só com materiais de construção e mão-de-obra para reforma, com destaque para os paulistas, que devem responder por R$ 94,2 bilhões. Igualmente expressivo é o montante, de cerca de R$ 143,1 bilhões, direcionado para a compra de imóveis. Na liderança do ranking nacional, o estado de São Paulo aparece desembolsando R$ 36,5 bilhões.
Nesse contexto, a abertura de empresas também apresenta índices positivos. De acordo com o IPC Maps, de 2025 para cá, mais de 230 mil novas unidades de varejo e indústria foram instaladas no país — um acréscimo de 10,3% —, totalizando atualmente quase 2,5 milhões de estabelecimentos. No mesmo ritmo, as atividades imobiliárias registraram um incremento de 12,2%, passando de 301.332 no passado para 338.102 unidades em 2026.