Os três homens presos na terça-feira (25), em Itupeva, suspeitos de tráfico de drogas em uma ONG, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (26).
Com a decisão judicial, eles deixaram o Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista e foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí, onde permanecerão à disposição da Justiça até nova determinação.
Os suspeitos foram presos durante uma ação da Polícia Militar da 2ª Cia do 11º Batalhão. Na ocasião, os policiais localizaram, na ONG onde o trio atuava, uma plantação de maconha em larga escala, fato que deu origem às prisões.
ENTENDA O CASO
O três foram presos suspeitos de tráfico de drogas, com possível descumprimento de decisão judicial relacionada ao cultivo de maconha para fins medicinais de uso próprio. Segundo a PM, a plantação e um laboratório clandestino de extração de cannabis foram localizadas em uma área utilizada por uma organização não governamental (ONG).
Eles alegaram integrar a esta ONG voltada à produção de óleo medicinal e apresentaram ordens de Habeas Corpus autorizando o cultivo para uso terapêutico de apenas três pacientes em suas respectivas residências.
Durante a fiscalização, contudo, as equipes constataram um plantio em "escala exorbitante" - incompatível com a autorização judicial -, além de uma estrutura completa de laboratório destinada ao processamento da droga. Ainda de acordo com informações, a ONG é supostamente mantida pelos suspeitos.
Em meio aos trabalhos, uma associada da ONG relatou aos agentes que o extrato era comercializado no local por R$ 370 a unidade.
Foram apreendidos 571 pés de maconha e mais de 5 kg de maconha ensacada e pronta para consumo, além de 10 litros de extrato, 195 gramas de raiz, 151 extratos sublingual, 8 pomadas, 19 óleos e 9 galões estimulantes
Os três foram encaminhados à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), onde foram ouvidos e presos em flagrante.