ALERTA SANITÁRIO

SP alerta para prevenção e diagnóstico precoce da febre amarela

Por Da redação | Agência São Paulo
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Divulgação / Governo de SP
Em 2026 foram registrados no Estado de São Paulo 19 casos de febre maculosa e 18 óbitos pela doença
Em 2026 foram registrados no Estado de São Paulo 19 casos de febre maculosa e 18 óbitos pela doença

Em 2026 foram registrados no Estado de São Paulo 19 casos de febre maculosa e 18 óbitos pela doença, causada pela bactéria Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados, que podem ser encontrados em animais como capivaras, cavalos e cães.

Diante da situação, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) divulgou alerta com orientações para prevenção da febre maculosa e para a importância do diagnóstico e do tratamento precoces. Os primeiros sintomas costumam surgir cerca de sete dias após a infecção e incluem febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo e nas articulações, além de cansaço. 

Entre o terceiro e o quinto dia da doença, podem aparecer manchas avermelhadas que se iniciam nos pulsos e tornozelos e podem se espalhar para braços, palmas das mãos e solas dos pés.

Os carrapatos vivem em áreas com vegetação e se alimentam de animais de médio e grande porte. Por isso, locais rurais e regiões próximas a matas e áreas de vegetação densa apresentam maior risco de exposição.

Como se prevenir

Quando não for possível evitar áreas de risco, a recomendação é adotar medidas para reduzir o contato com carrapatos. O uso de roupas compridas e de cores claras facilita a identificação do parasita e diminui o contato direto com a pele. Também é recomendado utilizar repelentes, respeitando as orientações de reaplicação do fabricante.

Caso um carrapato seja encontrado preso à pele, a remoção deve ser feita corretamente: utilize uma pinça para segurar o carrapato e retire-o com movimentos firmes e delicados, evitando esmagá-lo. Após a remoção, higienize o local da picada com água e sabão ou álcool. As roupas utilizadas em áreas de risco devem ser lavadas em água quente ou fervente para eliminar possíveis carrapatos.

Casos e óbitos

Entre os 19 casos confirmados, os locais prováveis de infecção (LPI) foram identificados nas regiões dos Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Piracicaba, com três ocorrências; Campinas, com cinco; Sorocaba, com três; Santo André, com um; e São José dos Campos, com um. Para o restante dos casos, os locais prováveis de infecção seguem em investigação.

Os óbitos ocorreram nas regiões abrangidas pelo GVE de Piracicaba, com três registros; Sorocaba, com três; Campinas, com quatro; Santo André, com um; e São José dos Campos, com um. Os demais óbitos seguem com o local provável de infecção em investigação. Em 2025, foram registrados 61 casos confirmados e 44 óbitos pela doença no estado.

Tratamento disponível pelo SUS

O diagnóstico e o tratamento da febre maculosa são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), prontos atendimentos e hospitais.

Ao apresentar os primeiros sintomas, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde. O tratamento é realizado com antibióticos específicos e deve ser iniciado o mais precocemente possível, mesmo antes da confirmação laboratorial, para reduzir o risco de agravamento e aumentar as chances de recuperação.

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