Uma câmera, equipada com Inteligência Artificial (IA), flagrou em apenas dois meses mais de 550 motoristas e passageiros sem cinto de segurança trafegando pela rodovia Dom Pedro I. O dispositivo foi instalado pela concessionária Rota das Bandeiras em Campinas e revela a prática perigosa que já deveria ter ficado no passado.
Os dados foram registrados nos meses de abril e maio. A câmera faz a leitura automática de todos os veículos que passam pela via e indica possíveis irregularidades. A falta do uso de cinto de segurança foi a infração mais comum autuada no mesmo ponto da rodovia pela Polícia Militar Rodoviária.
A câmera com IA também emite alertas sobre outras possíveis infrações, como uso do aparelho celular ao volante e caminhões trafegando na faixa da esquerda. Nos dois primeiros meses de operação, foram aplicadas 1.136 multas no local, praticamente a metade pela falta do uso do cinto.
Em todo ano de 2025, no mesmo ponto da D. Pedro I, a Polícia Militar Rodoviária aplicou 281 multas. Foram 46 multas por falta do uso do cinto de segurança. Com a adoção da IA, o número de autuações desta infração subiu quase 70 vezes.
“Este era um tipo de infração muito difícil de ser verificada a olho nu, pela velocidade dos veículos na rodovia. É importante destacar que a câmera faz a primeira triagem, de apontar possíveis irregularidades, mas a autuação é sempre validada pelo policial, que atua de dentro do Centro de Controle Operacional (CCO) da Concessionária”, explica o gerente de Atendimento de Operações da Rota das Bandeiras, Murilo Perez.
A partir dos dados obtidos, a Concessionária definirá ações de conscientização com os usuários. O aparelho móvel poderá ser instalado em diversos pontos do Corredor D. Pedro, para que haja mais segurança para todos.
“Surpreende o fato de muitos insistirem em trafegar sem o cinto de segurança. Afivelar o cinto é algo simples, habitual (ou que deveria ser), que todos que entram no veículo devem fazer antes da partida. O cinto salva-vidas e evita lesões graves. Já tivemos ocorrências com vítimas fatais ejetadas na via ou com incapacidades permanentes pela falta do uso do dispositivo, em acidentes que não teriam gravidade se os ocupantes estivessem com o cinto”, finaliza.