Uma família de Limeira vive dias de angústia diante da negativa de um plano de saúde para a realização de um procedimento cardíaco considerado essencial para a sobrevivência da aposentada Marina Ortiz de Camargo Santos, de 77 anos.
Segundo familiares, há cerca de quatro meses eles tentam, sem sucesso, a autorização para a realização de uma ablação septal — indicada no caso de hipertrofia assimétrica obstrutiva, condição que compromete o fluxo sanguíneo do coração e pode levar a complicações graves. Na rede particular, o procedimento custa entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, valor que a família afirma não ter condições de arcar.
O quadro de saúde de Marina se agravou nos últimos dias. Ela está internada há quase uma semana no Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí, unidade ligada à operadora responsável pelo plano de saúde da paciente. De acordo com relatos, a idosa apresenta fortes dores no peito, exaustão extrema e já não consegue realizar atividades cotidianas.
Diante da situação, os familiares fazem um apelo público para que o plano de saúde — administrado pela Hapvida — reveja a decisão e autorize o procedimento com urgência.
“A cada dia que passa, o estado dela preocupa mais. É um procedimento que pode salvar a vida dela, mas estamos presos à burocracia”, relata um parente.
A família reforça que o tempo é um fator crucial no caso e pede sensibilidade da operadora para garantir o tratamento adequado à paciente.
Até o momento, não houve posicionamento oficial do plano de saúde sobre a negativa do procedimento.