O Governo de São Paulo lançou nesta semana a segunda edição do programa Rotas do Vinho de São Paulo. A iniciativa passa a contar com 87 atrativos voltados para experiências em vinícolas, sendo 22 enodestinos, distribuídos em cinco rotas e 38 municípios paulistas, incluindo Jundiaí, Itatiba e Louveira. Em Jundiaí, o roteiro reúne 14 estabelecimentos que juntas, segundo dados da Secretaria Municipal de Agronegócio, Abastecimento e Turismo, produzem 8,7 milhões de litros de vinho por ano.
O proprietário da Casa Martins, Amarildo Martins, ressalta os impactos positivos da iniciativa, principalmente pela divulgação do produto jundiaiense. “É muito importante estar na Rota de Vinhos do Estado, pois a divulgação é mais abrangente. Sempre recebemos pessoas que dizem ter nos conhecido através da rota, vindas de várias cidades e até de outros estados. Isso movimenta toda a cadeia, como restaurantes, artesanato e hotelaria”, explica.
Ele também projeta crescimento. “A expectativa é grande em relação ao aumento no número de visitantes. Por isso, nesta safra ampliamos a produção em 30%. Passamos de cerca de 10 mil litros para 13 mil, além de uma nova produção de 2 mil litros prevista com a colheita de inverno”.

Amarildo Martins celebrou o momento e ampliou produção de vinhos
A secretária Marcela Moro destaca a relevância histórica e econômica do setor para o município. “Jundiaí faz parte da história e da consolidação da produção da uva e do vinho no estado de São Paulo e do Brasil. Temos muito orgulho de 14 de nossas vinícolas fazerem parte das Rotas do Vinho de São Paulo. Nossa cidade tem registro de produção de vinhos desde 1669 e hoje sabemos que essa história e identidade compõem um de nossos principais atrativos turísticos de Jundiaí, que é o enoturismo. A segunda edição do guia certamente irá ampliar nosso fluxo, por meio da divulgação, e consolidar ainda mais Jundiaí no mapa do enoturismo e do vinho brasileiro”, afirmou.
Integram a rota no município estabelecimentos como Adega Beraldo di Cale, Adega Fontebasso, Adega Marquesim, Adega Sibinel, Adega Maziero, Casa de Pizzo, Vinícola Galvão, Vinícola Castanho, Vinícola do Português, Casa Martins, Casa Cereser, Vinícola Oliveira, Vinícola Saccomani e Villaggio Brunelli.
De acordo com o governo estadual, 82% das vinícolas participantes registraram aumento no número de visitantes desde a criação do programa. O secretário estadual de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena, avalia que o setor vive um momento de expansão. “Os vinhos paulistas estão cada vez mais competitivos. A produção só aumenta e o reconhecimento já pode ser celebrado mundo afora, resultado de um programa estruturado e da parceria entre governo, produtores, sociedade civil e turistas”, afirmou.