OPINIÃO

Produtividade, IA e uma missão a Missão


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O avanço tecnológico e a integração da inteligência artificial não são mais escolhas para o futuro, mas imperativos do presente para quem deseja manter a competitividade global e a relevância no mercado. No cenário atual, a produtividade industrial brasileira enfrenta o desafio de se reinventar diante de cadeias de suprimentos cada vez mais automatizadas. Investir em tecnologia é o caminho mais seguro para elevar a eficiência operacional e garantir que nossos produtos tenham valor agregado para competir com mercados internacionais tecnologicamente avançados. A adoção de ferramentas de IA permite desde a manutenção preditiva, que evita paradas desnecessárias, até a criação de novos modelos de negócios. Estimativas globais indicam que a IA pode elevar o PIB mundial em até 14% até 2030, o que reforça que essa tecnologia não é uma tendência passageira, mas a nova eletricidade da era digital.

Nesse processo de transformação, o papel de entidades como o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e o Senai-SP torna-se fundamental. No Ciesp, o assunto tem sido discutido com foco no suporte estratégico ao empresariado, promovendo debates sobre como a digitalização pode reduzir custos e ampliar o alcance das exportações brasileiras.

Já o Senai-SP, braço operacional voltado à educação profissional e à inovação tecnológica da Fiesp, traduz conceitos com iniciativas como a Jornada de Transformação Digital, exemplo claro de como a entidade capacita a mão de obra e auxilia o industrial na implementação de sensores e análise de dados em tempo real. Através desse programa, empresas conseguem ganhos de produtividade que chegam a superar 40% com investimentos de baixo custo, provando que a inovação é acessível.

É primordial destacar que essa revolução precisa ser inclusiva. Temos uma preocupação genuína em não deixar ninguém para trás, especialmente as micro e pequenas empresas, que formam a base da nossa pirâmide produtiva e geram a maior parte dos empregos. Para que o Brasil seja verdadeiramente forte, a tecnologia deve ser democratizada. O pequeno industrial precisa ter acesso às mesmas ferramentas de ganho de eficiência que as grandes corporações. Ao fomentar um ecossistema onde o apoio técnico é acessível, fortalecemos a indústria, geramos empregos qualificados e promovemos um crescimento econômico sustentável.

A população também deve se interessar e buscar formação, pois a curiosidade é o motor da empregabilidade. A IA veio para ficar e entender suas aplicações é essencial para valorizar o trabalho humano. Como lideranças comprometidas, nossa responsabilidade é garantir que o progresso técnico caminhe lado a lado com o desenvolvimento social, assegurando que a tecnologia seja uma ferramenta de promoção da dignidade e expansão de nossos horizontes.

Francesconi Júnior é 1º vice-presidente do Ciesp e diretor da Fiesp

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