A Marinha do Brasil apura duas ocorrências registradas no último domingo, 11, na represa do rio Grande, na região de Rifaina e Sacramento (MG). Os casos envolveram manobras arriscadas com motos aquáticas e o naufrágio de uma chalana que transportava aproximadamente 25 pessoas. Não houve registro de vítimas.
Em nota enviada ao Portal GCN/Sampi, a Marinha informou que tomou conhecimento, na segunda-feira, 12, de uma ocorrência envolvendo o condutor de uma moto aquática que realizou uma manobra arriscada em direção a um píer, no trecho do rio Grande em Rifaina.
Segundo a Capitania Fluvial do Tietê-Paraná, o proprietário da embarcação foi notificado com base no artigo 23, inciso IV, do Decreto nº 2.596/1998, que regulamenta a Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário.
O caso ocorreu no mesmo dia em que imagens de outros episódios envolvendo motos aquáticas repercutiram nas redes sociais. Em um dos registros, um jet ski atinge a estrutura de um bar flutuante durante uma manobra. Em outro, o piloto teria lançado água sobre trabalhadores do estabelecimento, provocando um desentendimento.
A corporação também confirmou que tomou conhecimento, no domingo, 11, do naufrágio de uma chalana no trecho do rio Grande próximo a Sacramento, em Minas Gerais.
De acordo com a Marinha, todos os ocupantes foram resgatados sem ferimentos por pessoas que estavam nas proximidades e levados em segurança até a margem.
A Capitania Fluvial do Tietê-Paraná enviou uma equipe de peritos ao local para realizar o levantamento de informações preliminares. Os dados serão utilizados em um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação, procedimento que deverá apurar as causas, as circunstâncias e as possíveis responsabilidades pelo naufrágio.
Na mesma nota, a Marinha informou que realizou, neste ano, nove ações de fiscalização do tráfego aquaviário em Rifaina e nos municípios do entorno.
Durante as operações, foram abordadas 454 embarcações. Desse total, 20 foram notificadas, cinco apreendidas e 30 impedidas de navegar.
A corporação afirmou que mantém as ações de fiscalização com foco na segurança da navegação, na salvaguarda da vida humana e na prevenção da poluição hídrica.
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