17 de julho de 2026
CASO MACABRO

Carro de Maria Isabel é flagrado com corpos de executores; VEJA

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Maria Isabel Prado foi filmada em posto de combustível às margens da rodovia Cândido Portinari, em Rifaina

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca divulgou nessa quinta-feira, 17, imagens que mostram o carro de Maria Isabel Oliveira Prado, de 21 anos, apontada como mandante do assassinato do próprio pai, o caseiro Milton de Souza do Prado, de 44 anos. As gravações registram o veículo circulando por Rifaina em direção a Sacramento (MG), no dia 22 de junho. Segundo a investigação, os corpos dos jovens Rafael Vitor de Souza Rosa, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22 anos, eram supostamente transportados para serem ocultados.

As imagens foram captadas por volta das 22h e mostram um Chevrolet Corsa Classic de cor escura passando por um trecho monitorado por câmeras. Para a Polícia Civil, Rafael e Guilherme já estavam mortos e dentro do veículo. Os corpos foram encontrados apenas no dia 9 de julho, em uma área rural de Sacramento (MG).

De acordo com a DIG, após ordenar a morte do pai, Maria Isabel teria decidido eliminar os dois executores para evitar que o crime fosse descoberto. A polícia também investiga a participação do tio dela, Cláudio, irmão de Milton Prado, que teria ajudado na ocultação dos cadáveres. Ele foi preso pela Polícia Militar de Minas Gerais e deverá ser ouvido pela Polícia Civil de Franca.

As investigações apontam ainda que, na madrugada do dia 30 de junho, à 1h25, o mesmo carro voltou a ser flagrado pelas câmeras. Para a polícia, este seria o momento em que Maria Isabel retornava após deixar os corpos na zona rural mineira. Nas imagens, ela para em um posto de combustíveis, desce do veículo, entra na loja de conveniência e, em seguida, deixa o local.

Após esse registro, não há mais informações sobre o paradeiro de Maria Isabel, se ela está morta ou viva.

O Corsa Classic foi localizado completamente queimado no dia 10 de julho, às margens da rodovia João Traficante, entre Franca e Ibiraci (MG). A Polícia Civil acredita que o incêndio tenha sido provocado para destruir possíveis vestígios dos crimes.

Relembre o caso

O desaparecimento do caseiro Milton de Souza do Prado, de 44 anos, mobilizou familiares e a Polícia Civil após ele sumir no dia 15 de junho, na região dos fundos do Jardim Zanetti, em Franca.

Segundo a polícia, a própria filha da vítima, Maria Isabel, teria planejado o crime e contratado os jovens Rafael Vitor de Souza Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz para executar o pai.

Com o avanço das apurações, os dois suspeitos também desapareceram. A investigação concluiu que eles teriam sido mortos dias depois pela própria mandante, com o objetivo de eliminar testemunhas e dificultar a descoberta do homicídio.

Os corpos de Rafael e Guilherme foram encontrados em 9 de julho, enterrados em uma área rural de Sacramento (MG). Maria Isabel contou com a ajuda do tio, Cláudio, irmão de Milton, para transportar e ocultar os cadáveres.

Pouco depois, no dia 10 de julho, o carro utilizado por Maria Isabel, um Chevrolet Corsa Classic, foi encontrado incendiado às margens da Rodovia João Traficante, entre Franca e Ibiraci (MG). Para a DIG, o veículo foi queimado na tentativa de apagar provas que poderiam ligar os envolvidos aos crimes.

Maria Isabel permanece desaparecida e é considerada a principal suspeita de arquitetar a morte do pai e de participar da execução dos dois jovens contratados para cometer o primeiro assassinato. A Polícia Civil segue com as investigações para localizar a suspeita e esclarecer todos os detalhes da sequência de homicídios.

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