A exposição ATERRA abre oficialmente nesta quarta-feira (8), em Piracicaba, e passa a receber o público para visitação a partir desta quinta-feira (9), no Sesc Piracicaba. A mostra segue em cartaz até o dia 28 de junho e reúne memórias, histórias e experiências construídas ao longo de mais de três décadas, propondo ao público uma imersão nas conexões entre identidade, subsistência e a Terra.
Realizada pelo Cacuí – Centro de Aprendizagem e Cultura do Imaflora, em parceria com o Sesc, a exposição apresenta 30 painéis que retratam vivências de diferentes comunidades e territórios. Entre os destaques estão povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, agricultores e populações urbanas, evidenciando como a relação com o solo atravessa diferentes modos de vida.
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Mais do que uma exposição visual, ATERRA convida à reflexão sobre o pertencimento e a interdependência entre pessoas e natureza. A proposta parte da ideia de que, mesmo diante de transformações e deslocamentos, as histórias humanas permanecem enraizadas.
O conceito de “aterrar”, nesse contexto, ganha um significado simbólico: reconhecer a própria humanidade e fortalecer vínculos com o ambiente ao redor. Em tempos de crise climática global, a mostra também reforça a urgência de repensar escolhas e caminhos coletivos, valorizando práticas sustentáveis e a conservação ambiental.
A experiência do público é ampliada com elementos artísticos complementares, como um mural desenvolvido com tintas naturais pela equipe do artista orgânico Jhon Bermond, que utiliza pigmentos naturais para resgatar a ancestralidade da terra por meio da arte.
Exposição ATERRA