A Câmara Municipal de Franca aprovou, durante a sessão ordinária desta terça-feira, 3, três projetos de lei que denominam ruas da cidade em homenagem a Sargento Rullian Ricardo Adrião da Silva, Heitor Alexandre Silva Pinto e Antônia Maria Garcia Dias.
Além das homenagens, os parlamentares aprovaram outros dois projetos: um que institui o programa “Parceria pelo Lazer Infantil”, permitindo o financiamento privado de parquinhos em áreas públicas, e outro que cria o Banco de Dados Municipal de Animais Esterilizados.
Sargento Rullian dará nome a rua no Santa Fé
O Projeto de Lei Ordinária nº 133/2026, de autoria do vereador Walker Bombeiro da Libras (PL), denomina a Rua 104 do Residencial Santa Fé como Sargento Rullian Ricardo Adrião da Silva. A proposta recebeu 14 votos favoráveis.
Rullian foi morto a tiros em 5 de abril de 2023, dentro da 4ª Companhia do 46º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano, na região do Ipiranga, em São Paulo (SP). Ele foi atingido por disparos no pescoço e no tórax. O policial chegou a ser socorrido pelo helicóptero Águia, mas não resistiu.
O então capitão, atualmente major, Francisco Carlos Laroca Júnior, foi condenado a 22 anos de reclusão, em regime fechado, por homicídio qualificado, além de 11 meses de detenção por fraude processual. Já o cabo Fabiano Rizzo recebeu pena de 17 anos, 1 mês e 18 dias de reclusão pelo homicídio e seis meses de detenção por fraude processual. As penas por fraude processual serão cumpridas em regime inicial aberto.
Durante a sessão, foi lida a biografia do policial, que dedicou 17 anos à carreira e atuou em Ribeirão Corrente. Antes de ingressar na corporação, trabalhou com a venda de picolés, costura de sapatos, na indústria calçadista e nas Lojas Xavier.
“Nada vai trazer ele de volta, mas é uma forma de mostrar o tanto que ele foi uma pessoa boa, um profissional competente e deixar o nome dele marcado de uma forma positiva aqui na nossa cidade também”, afirmou Walker.
Mãe de Heitor considera homenagem um presente
A Rua 01 do Residencial Domingos Jardini receberá o nome de Heitor Alexandre Silva Pinto. O Projeto de Lei Ordinária nº 135/2026, de autoria do vereador Kaká (Republicanos), foi aprovado por unanimidade.
Heitor morreu aos 19 anos, em um acidente de motocicleta. Durante a homenagem, foi recordada a relação com familiares e amigos, a dedicação ao trabalho e sua participação na vida religiosa, com Primeira Comunhão, Crisma e atuação como acólito.
A mãe do jovem, Graziela Cristina da Silva Pinto, de 45 anos, acompanhou a votação e afirmou que a homenagem representa uma forma de manter viva a memória do filho.
“Para mim, é um grande presente. Como mãe, não quero que o Heitor seja esquecido nunca. Saber que hoje uma rua vai ter o nome dele é um grande presente na dor que a gente está passando”, afirmou.
Graziela descreveu Heitor como um jovem que aproveitava intensamente a vida e procurava fazer as pessoas ao redor felizes. Segundo ela, o filho tinha um coração generoso e costumava ajudar os outros, mesmo quando precisava abrir mão de algo.
“Ele vivia intensamente. Tinha um coração muito grande, tirava dele para dar às pessoas. A missão dele foi fazer as pessoas felizes. Hoje fico muito feliz de saber que ele vai ser eternizado”, disse.
A mãe também falou sobre a dificuldade de lidar com a perda e a ausência do filho. “A gente, como mãe, sente que falta um pedaço da gente, e sempre vai faltar. O tempo vai passando e acredito que vai ficando pior, porque vamos tendo certeza realmente de que ele não vai voltar”, relatou.
Antônia Maria será homenageada no Domingos Jardini
A terceira homenagem aprovada denomina a Rua A do Residencial Domingos Jardini como Antônia Maria Garcia Dias. O Projeto de Lei Ordinária nº 137/2026, também de autoria de Kaká, recebeu 13 votos favoráveis.
Nascida em Ibiraci (MG), em 18 de dezembro de 1959, Antônia mudou-se para Franca em 1971. Estudou na Etec “Dr. Júlio Cardoso” e trabalhou no Supermercado Granero e na Empresa São José, onde permaneceu por aproximadamente dez anos.
Casada com Eurípedes Alberto Pinto Dias, teve três filhas e ficou viúva em 1992. Posteriormente, tornou-se proprietária do salão Pimenta Verde Lima Festas e de uma loja no Centro. Morreu em 26 de março de 2016, aos 56 anos.
A filha Juliana Cristina Dias, de 48 anos, acompanhou a votação e contou que a família recebeu a notícia da homenagem na semana passada.
“Para a gente foi uma surpresa. Ficamos com o coração cheio de alegria e gratidão por ter conseguido eternizar o nome dela em uma rua. Isso não tem explicação em palavras. É muita emoção, uma mistura de sentimentos”, afirmou.
Juliana destacou a trajetória da mãe e disse que a homenagem representa o reconhecimento de uma mulher que merece ter sua história preservada.
“Ela foi guerreira, batalhadora. A todo momento eu sentia vontade de aplaudir. Como não ficar feliz de ver essa homenagem? Para mim, é uma honra ter sido filha dela”, relatou.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.