EM FRANCA

'Não teve discussão nenhuma', diz coveiro atacado em cemitério

Por Ariane Jud | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Ariane Jud/GCN
Coveiro vítima de ataque no Cemitério da Saudade; produtos carregados pela mulher
Coveiro vítima de ataque no Cemitério da Saudade; produtos carregados pela mulher

O coveiro Rodrigo Vinícius, de 49 anos, afirmou que foi surpreendido por uma mulher enquanto estava sentado e mexia no celular no Cemitério da Saudade, em Franca, na manhã desta sexta-feira. Segundo o servidor, ela jogou uma substância em seu rosto, que ele identificou como ácido. Após a agressão, ele precisou de atendimento médico e foi encaminhado à Santa Casa.

Aos 49 anos, Rodrigo trabalha há 16 anos no Cemitério da Saudade, localizado na rua Simões Caleiros, no Centro da cidade. Ele contou que estava prestes a ligar para as funerárias para organizar o andamento dos serviços do dia quando foi atingido.

“Eu estava sentado mexendo no celular. Ia ligar para as funerárias para saber como seria o andamento do dia, e ela chegou e jogou um ácido em mim”, relatou.

O servidor estava com o olho esquerdo tampado e disse estar muito assustado com o ocorrido. Ele afirmou que costuma ver a mulher apenas realizando a lavagem dos túmulos.

“Não teve discussão nenhuma, não teve perseguição nenhuma. Hoje, inclusive, que eu fiquei sabendo o nome dela, porque nem contato com ela eu tinha”, afirmou. 

Atendimento médico

Após a agressão, Rodrigo foi levado inicialmente ao Pronto-socorro Municipal “Dr. Álvaro Azzuz” e, posteriormente, encaminhado à Santa Casa. A confirmação da substância utilizada e a extensão das lesões dependem da avaliação médica e da apuração policial.

A mulher, de 46 anos, trabalha como zeladora particular de túmulos no cemitério. Ela apresentou outra versão sobre o desentendimento e afirmou que estaria sendo perseguida pelo funcionário e prejudicada em seu trabalho.

Segundo ela, algumas sepulturas sob seus cuidados estariam sendo encontradas danificadas. A mulher disse que procurou o coveiro para conversar, mas não gostou da resposta e, em seguida, jogou chorume contra ele.

A Guarda Civil Municipal conduziu a mulher à CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Franca, onde a autoridade policial decretou a prisão em flagrante. Ela foi encaminhada à Cadeia Pública de Franca.

Prefeitura vai apurar

Em nota, a Prefeitura de Franca informou que acompanha o caso e presta suporte ao servidor. A Administração Municipal também comunicou que instaurará um procedimento administrativo junto à Controladoria para apurar os fatos e adotar as medidas cabíveis.

A Prefeitura repudiou qualquer ato de violência e informou que a mulher trabalha para uma empresa terceirizada que presta serviços no cemitério.

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