A Justiça de São Paulo decretou, nesta quarta-feira, 28, a prisão preventiva de João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de matar a tiros Priscila Lacerda Custódio, de 24, em Rifaina. O pecuarista é considerado foragido, e as buscas por ele continuam.
Segundo o delegado Fábio Branquinho, responsável pelo caso, o pedido foi feito pela Polícia Civil durante a tarde e aceito pelo juiz Luiz Gustavo Giuntini de Rezende, da Justiça de Pedregulho.
Ao determinar a prisão preventiva, o magistrado apontou a necessidade de garantir a instrução processual e a aplicação da lei penal. Também destacou a violência atribuída ao investigado e a fuga após o crime.
“Sabem que se trata de investigado violento. Sendo assim, para conveniência da instrução processual, se impõe também a prisão preventiva”, escreveu o juiz.
O magistrado ainda avaliou que a liberdade do investigado poderia colocar em risco a coleta de depoimentos. Na decisão, ressaltou que Bolelli deixou o local do crime em uma caminhonete e que seu paradeiro era desconhecido.
A Toyota Hilux utilizada pelo suspeito foi encontrada abandonada nas proximidades da propriedade rural dele, em Rifaina. Até a última atualização desta reportagem, Bolelli não havia sido localizado.

Priscila foi sepultada no fim da tarde desta quarta-feira, no Cemitério Municipal de Perdizes (MG), cidade onde morava.
Crime ocorreu durante devolução de caminhonete
Priscila foi morta na noite de terça-feira, 27, nas proximidades da entrada de uma propriedade rural às margens do km 463 da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina.
Segundo o boletim de ocorrência, a jovem mantinha um relacionamento amoroso com Bolelli e queria terminar a relação. Ela foi ao local para devolver uma caminhonete, acompanhada do irmão e de uma amiga, porque temia pela própria segurança.
Durante o encontro, houve uma discussão e o pecuarista teria sacado uma arma e atirado contra a jovem. Priscila foi socorrida e levada ao hospital de Rifaina, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o disparo, o suspeito teria fugido em uma caminhonete.
Suspeito foi condenado por perseguir ex-companheira
Bolelli também foi condenado pela Justiça por descumprir medidas protetivas concedidas a outra ex-companheira. O processo apurou episódios de perseguição, ligações insistentes e ameaças registrados em 2018, em Franca e Rifaina.
De acordo com documentos judiciais, a mulher relatou que era seguida pelo pecuarista e chegou a mudar de endereço e de cidade para tentar se afastar dele.
Em dezembro de 2021, Bolelli foi condenado a três meses e 15 dias de prisão, em regime aberto. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em abril de 2022.
O caso envolvendo Priscila é investigado pela Polícia Civil como feminicídio. As buscas pelo suspeito continuam.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.