Com a chegada do período chuvoso e a previsão de um El Niño de forte intensidade nos próximos meses, a Prefeitura de Franca reforça o alerta à população para a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.
A região de Franca está entre as 11 do Estado de São Paulo classificadas pela Secretaria de Estado da Saúde como prioritárias para ações de prevenção e resposta às arboviroses no período, e a principal recomendação das autoridades é uma vistoria semanal em casas, quintais e terrenos.
A combinação de chuvas frequentes e temperaturas elevadas cria o ambiente ideal para a reprodução do mosquito, que deposita seus ovos em qualquer recipiente com água parada. Boletim de monitoramento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta mais de 90% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte até novembro, com temperaturas acima da média em quase todo o país e chuvas acima da média em grande parte do estado de São Paulo, inclusive a região de Franca.
O cenário atual é de melhora, mas exige vigilância. Franca registrou 9.432 casos de dengue e 20 mortes em 2024, e 6.048 casos e quatro mortes em 2025. No início de 2026, a média diária de confirmações caiu de 16,5 para 4,4. No Estado, a queda chega a 93,2% até a 35ª semana epidemiológica do ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Manter esse resultado depende, sobretudo, do que acontece dentro dos imóveis, onde está a maior parte dos criadouros.
Vistoria semanal elimina criadouros
A prevenção começa com atitudes simples. Caixas-d’água e outros reservatórios devem permanecer bem vedados, e as calhas precisam estar limpas, sem folhas que impeçam o escoamento. Os pratos de vasos de plantas devem ser preenchidos com areia até a borda, e garrafas e baldes, guardados com a abertura voltada para baixo.
Pneus, embalagens e objetos que acumulam água devem ser descartados corretamente, e o lixo, mantido em sacos plásticos e lixeiras fechadas. Depois de cada chuva, a orientação é verificar quintais, varandas, ralos e áreas de serviço. Terrenos também precisam ser mantidos limpos.

O trabalho das equipes de saúde e de combate às endemias, que realizam visitas domiciliares e arrastões de limpeza nos bairros, tem alcance limitado sem a participação dos moradores. Cada residência vistoriada representa um foco a menos na vizinhança.
Os sintomas que exigem atenção
A primeira manifestação da dengue costuma ser febre alta, acima de 38°C, de início repentino, que dura de dois a sete dias. O quadro pode vir acompanhado de dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, cansaço e fraqueza, náuseas e vômitos, além de manchas vermelhas pelo corpo.
Diante desses sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação médica. Até o atendimento, é importante beber bastante água e outros líquidos para evitar a desidratação, manter repouso e usar repelente, para evitar que o mosquito pique a pessoa doente e transmita o vírus a outras.
A automedicação deve ser evitada. Ácido acetilsalicílico (AAS), ibuprofeno e outros anti-inflamatórios podem aumentar o risco de sangramentos em pacientes com dengue.
Sinais de alarme pedem atendimento imediato
O momento de maior risco costuma surgir quando a febre começa a ceder, fase em que podem aparecer os sinais de alarme. Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, desmaio, sonolência excessiva ou dificuldade para respirar exigem atendimento médico imediato.

O diagnóstico precoce, a hidratação adequada e o acompanhamento profissional são os fatores que mais reduzem o risco de complicações. Por isso, a recomendação é buscar atendimento logo nos primeiros sinais da doença, sem esperar o quadro se agravar.
Recolha de inservíveis pode ser agendada
Além dos arrastões nos bairros, a Prefeitura oferece o serviço de recolha agendada de materiais inservíveis, pelo telefone (16) 3711-9440. Nas operações de limpeza, as equipes recolhem latas, garrafas, vasos, baldes e pneus deixados nas calçadas; móveis e pneus de borracharias não são levados, e os agentes não entram nas residências para retirar os materiais.
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