Um homem identificado como Vinicius de Jesus, de 32 anos, investigado por participação no latrocínio que matou o subtenente do Corpo de Bombeiros Ricardo Luís Falqueto, em Franca, em 2022, morreu durante um confronto com policiais militares na tarde desta quarta-feira, 21, em Ribeirão Preto. Outro homem que estava com ele, identificado como Alexsandro Calisto Gomes, de 40 anos, também morreu na ação.
Segundo a Polícia Militar, equipes do 11º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) receberam informações de que um Hyundai HB20 cinza estaria transportando armas de fogo e dois integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Os policiais localizaram o veículo na avenida Eduardo Andrea Matarazzo, a Via Norte, uma das principais vias de Ribeirão Preto, que liga a Zona Norte à região central.
De acordo com a versão da polícia, durante a tentativa de abordagem, os ocupantes do carro sacaram armas de fogo. Os policiais reagiram e houve confronto. O trecho próximo ao acesso à avenida Thomaz Alberto Whatelly foi isolado para o trabalho da perícia.
No interior do veículo, foram apreendidas quatro armas de fogo: duas pistolas e duas submetralhadoras.
Investigação por morte de bombeiro
Vinicius de Jesus era apontado como participante do latrocínio que matou o subtenente Ricardo Luís Falqueto, de 44 anos, em novembro de 2022, durante uma tentativa de roubo de defensivos agrícolas em uma fazenda produtora de laranja, na zona rural de Franca.
O crime ocorreu na madrugada de 27 de novembro, na Fazenda Lagoa Azul, próxima ao quilômetro 11 da rodovia Rio Negro e Solimões.
Segundo as investigações da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, cerca de 15 criminosos invadiram a propriedade rural para tentar acessar um galpão onde eram armazenados defensivos agrícolas. Moradores e funcionários foram rendidos.
Por volta das 4h30, Falqueto chegou à fazenda acompanhado de um amigo. Ao perceberem a presença do militar, os criminosos iniciaram uma troca de tiros. O bombeiro foi atingido na cabeça e nas pernas e morreu no local.
As investigações apontaram que o grupo conhecia a rotina e a estrutura da propriedade.
O caso motivou uma série de operações policiais para identificar e prender os envolvidos no roubo e na morte do subtenente.
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