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Gesto com a mão ajuda mulheres a pedir socorro em silêncio

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
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Sinalização de pedido de socorro; gestos podem ser feitos por mulheres para pedir socorro em silêncio
Sinalização de pedido de socorro; gestos podem ser feitos por mulheres para pedir socorro em silêncio

Um gesto discreto com uma das mãos pode ajudar mulheres a pedir socorro em situações de violência sem precisar dizer uma palavra. O sinal internacional de ajuda foi incorporado ao Protocolo Não se Cale, iniciativa do Governo de São Paulo que capacita profissionais de bares, restaurantes, casas noturnas e espaços de eventos para reconhecer pedidos de ajuda e acolher vítimas.

Até setembro de 2026, mais de 139 mil pessoas concluíram a formação gratuita oferecida pelo programa em todo o estado. O treinamento orienta os participantes a identificar situações de risco e agir com discrição, sem expor ainda mais a mulher ao possível agressor.

Como fazer o gesto de socorro

Conhecido internacionalmente como Signal for Help (Sinal de Ajuda), o gesto foi criado em 2020 pela organização canadense Canadian Women’s Foundation para permitir que pessoas em situação de violência comuniquem discretamente que precisam de ajuda.

Para reproduzi-lo, a mulher deve levantar uma das mãos com a palma voltada para fora, dobrar o polegar em direção ao centro da palma e fechar os outros quatro dedos sobre ele, formando um punho.

Como agir ao identificar o sinal

Reconhecer o gesto é apenas o primeiro passo. A orientação é agir com cautela, sem confrontar diretamente o possível agressor ou tomar atitudes que possam aumentar o risco para a mulher.

Nos estabelecimentos abrangidos pelo Protocolo Não se Cale, os funcionários capacitados devem oferecer acolhimento em um ambiente reservado, longe do possível agressor, e avaliar como prestar auxílio com segurança.

O atendimento pode incluir acompanhamento até um meio de transporte ou acionamento da polícia, conforme a situação e a decisão da vítima. Em casos de perigo imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190.

“Esse gesto é uma ferramenta importante porque muitas mulheres, por medo ou pela presença do agressor, não conseguem pedir socorro diretamente”, afirma a secretária estadual de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.

Segundo ela, a capacitação também prepara os profissionais para reconhecer o sinal e oferecer atendimento humanizado, respeitando a segurança e a autonomia de cada mulher.

Protocolo já capacitou mais de 139 mil pessoas

Criado em 2023, o Protocolo Não se Cale estabelece medidas de prevenção e enfrentamento ao assédio, à importunação sexual e à violência contra a mulher em bares, restaurantes, casas noturnas e espaços de eventos.

Até setembro de 2026, o programa registrou mais de 186 mil inscritos e mais de 139 mil concluintes. Na comparação com o mesmo período anterior, o número de inscrições cresceu 67%, enquanto a quantidade de pessoas que finalizaram a formação aumentou aproximadamente 104%.

O curso é gratuito, realizado pela internet e tem carga horária de 15 horas, em parceria com o Procon-SP. O conteúdo aborda os tipos de violência contra a mulher, a identificação de situações de risco e os procedimentos de acolhimento e encaminhamento para as redes de saúde e segurança pública.

A legislação estadual também prevê que os estabelecimentos abrangidos pelo protocolo mantenham funcionários capacitados para auxiliar mulheres e afixem cartazes informativos em locais visíveis, inclusive nos banheiros femininos.

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