Uma reação química envolvendo cerca de três toneladas de nitrato de amônio e outros compostos fertilizantes mobilizou o Corpo de Bombeiros na manhã de domingo, 11, em uma propriedade rural de São Sebastião do Paraíso (MG), a aproximadamente 75 quilômetros de Franca. O chamado foi registrado depois que os produtos começaram a liberar calor intenso.
Parte dos fertilizantes foi atingida pelo fogo. Os bags de nitrato de amônio, porém, não tiveram contato direto com as chamas. Ainda assim, a temperatura elevada foi suficiente para derreter as embalagens que armazenavam o material.
Material continua reagindo
Mesmo após o controle inicial do incidente, os produtos continuaram reagindo em contato com o oxigênio. Por isso, os bombeiros mantêm os trabalhos de resfriamento e retirada dos insumos nesta terça-feira, 13, em uma operação que exige cuidado no manuseio do material.
As equipes recebem suporte técnico em tempo real do NEA (Núcleo de Emergências Ambientais) e do Bemad (Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres), que auxiliam na condução da ocorrência.
Quais são os riscos do nitrato de amônio?
O nitrato de amônio é uma substância oxidante que pode intensificar a combustão de outros materiais. Quando submetido a determinadas condições de aquecimento, pode se decompor e liberar gases tóxicos, incluindo óxidos de nitrogênio. A inalação desses gases pode provocar irritação nas vias respiratórias e lesões pulmonares.
O material também apresenta risco de decomposição explosiva em condições específicas, especialmente quando submetido a calor intenso em ambiente confinado ou contaminado por substâncias incompatíveis. Isso não significa, porém, que uma explosão necessariamente ocorrerá na situação registrada em São Sebastião do Paraíso.
Outro possível impacto envolve o meio ambiente. Como o nitrato de amônio é solúvel em água, resíduos do produto e a água utilizada no combate ao fogo podem contaminar o solo e os recursos hídricos, dependendo das circunstâncias da ocorrência.
Até o momento, as informações disponíveis não confirmam a liberação de gases tóxicos em níveis perigosos, a contaminação ambiental ou a existência de risco iminente de explosão no local. As causas da reação e seus eventuais efeitos ainda precisam ser esclarecidos.
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