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Mochilão da Unifran reúne mais de 10 mil estudantes em 2026

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Pedro Dartibale/GCN
Campus da Unifran, no Parque Universitário, recebendo estudantes durante o Mochilão 2026
Campus da Unifran, no Parque Universitário, recebendo estudantes durante o Mochilão 2026

A Unifran (Universidade de Franca) realizou na manhã desta quarta-feira, 7, mais uma edição do Mochilão, feira de profissões voltada principalmente a estudantes do Ensino Médio que estão no momento de escolher uma carreira. A edição de 2026 recebeu mais de 10 mil pessoas e ofereceu atividades práticas e contato direto com diferentes áreas profissionais e cursos da instituição.

Imersão no ambiente universitário

Ao longo da programação, foram realizadas 53 oficinas, em diferentes horários, além de 10 horas de atividades imersivas no campus. Os estudantes puderam conhecer laboratórios e espaços acadêmicos, conversar com professores, coordenadores e alunos e ter contato com aspectos da rotina universitária.

A proposta foi permitir que os jovens conhecessem diferentes possibilidades de formação antes de tomar uma decisão sobre a carreira.

“É uma oportunidade para os jovens conhecerem de perto diferentes áreas de atuação e fazerem escolhas mais seguras sobre o futuro acadêmico e profissional”, afirmou o reitor da Unifran, professor-doutor Élcio Rivelino.

Além das atividades práticas, a programação incluiu palestras e conversas sobre o mercado de trabalho e a rotina das diferentes profissões.

“Eu gostei muito de poder conhecer os espaços e ver de perto como funciona cada curso. Foi uma experiência diferente do que a gente imagina quando pensa na faculdade”, relatou Pedro Garcia, um dos estudantes participantes.

Jéssica Silva, outra estudante, destacou a possibilidade de descobrir novas áreas durante a visita.

“Foi muito legal participar das atividades e descobrir coisas que eu ainda não conhecia. Agora consigo ter uma ideia melhor do que quero fazer no futuro”, afirmou.

Jovens ainda têm dúvidas sobre carreira

A realização do Mochilão ocorre em um cenário no qual parte dos estudantes ainda não tem uma definição clara sobre o caminho profissional que pretende seguir.

Uma pesquisa realizada pela Cruzeiro do Sul Educacional em setembro de 2026 com estudantes de seus colégios e participantes de feiras estudantis mostra que apenas 28% dos entrevistados afirmaram ter certeza da profissão que desejam seguir.

Outros 32% disseram já ter feito uma escolha, mas ainda mantêm dúvidas. Entre os demais, 28% seguem avaliando possibilidades e 12% ainda não definiram um caminho profissional.

O levantamento, intitulado “Na hora de escolher sua graduação e carreira, o que pesa mais na sua decisão?”, também identificou os principais critérios considerados pelos jovens na escolha de uma profissão.

A identificação pessoal com a área de atuação aparece em primeiro lugar, apontada por 40% dos entrevistados. Em seguida estão o potencial de salário e crescimento financeiro, com 22%, e as perspectivas de empregabilidade, citadas por 12%.

Para Gilson Fernando Aielo Miras, um dos professores envolvidos no Mochilão, a aproximação entre os estudantes e a universidade tem papel importante nesse processo de descoberta.

“O Mochilão tem uma importância muito grande porque aproxima o estudante da realidade universitária. Muitas vezes, ele conhece o nome de uma profissão, mas não sabe como é a rotina daquele curso. Ter esse contato ajuda a ampliar as possibilidades e a fazer uma escolha mais consciente”, destacou.

Qualidade de vida também entra na escolha

A pesquisa também aponta que os estudantes não consideram apenas salário e empregabilidade quando imaginam a carreira que desejam seguir.

Para 26% dos entrevistados, a combinação entre flexibilidade, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a possibilidade de trabalhar em formatos como home office ou híbrido é o aspecto mais importante da carreira dos sonhos.

Na sequência aparecem a realização pessoal, apontada por 21%, e a boa remuneração, citada por 18%.

A percepção sobre as transformações no mercado de trabalho também está relacionada ao avanço da tecnologia. Para 56% dos participantes da pesquisa, a Inteligência Artificial estará presente na maior parte das atividades profissionais nos próximos dez anos.

Outros 22% acreditam que competências essencialmente humanas serão ainda mais valorizadas, enquanto 21% projetam o surgimento frequente de novas profissões impulsionadas pelos avanços tecnológicos.

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