Antônio de Freitas Diniz, conhecido como "Toninho Diniz", morreu aos 84 anos na quarta-feira, 30. Nascido em Franca, ele foi vereador na década de 1970, chefe de gabinete, advogado e professor, além de ter atuado na política, na educação, na Igreja e na vida comunitária da cidade.
Toninho nasceu em 20 de fevereiro de 1942, na Fazenda São Sebastião da Palestina, em Franca. A propriedade onde passou a infância e parte da vida deu origem posteriormente aos jardins São Luiz I e II, Jardim Palestina e Jardim Freitas Diniz.
Para quem convivia com ele, porém, era simplesmente Toninho. O apelido acompanhava o jeito gentil com que tratava as pessoas e a facilidade para manter uma boa conversa.
Entre a política, o Direito e a sala de aula
Quinto filho de Maria Martha de Freitas Diniz e Luiz da Silva Diniz, Toninho cresceu ao lado dos irmãos Norival José, Pedro Henrique, Maria Cândida, Deoclécio, Luiz Afonso e Maria Bernadete.
Segundo a família, Toninho herdou traços da personalidade dos pais. Da mãe, a gentileza e a religiosidade; do pai, a sociabilidade e a oratória.
Ao acompanhar a atuação do pai na vida pública, também seguiu esse caminho por um período. Foi vereador durante a gestão do prefeito Dr. Hélio Palermo e, posteriormente, chefe de gabinete na administração de seu amigo Maurício Sandoval Ribeiro.
Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Franca e em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca. Chegou a exercer a advocacia, mas acabou escolhendo a sala de aula como profissão.
Por muitos anos, também teve os horizontes da Fazenda Santa Lúcia como parte de sua rotina.
O homem das palavras
A habilidade com a palavra era uma das características mais lembradas por quem conviveu com Toninho. Ele era frequentemente chamado pelos amigos para fazer discursos em ocasiões especiais.
Um desses momentos ocorreu na inauguração do Hospital São Joaquim/Unimed. Também costumava declamar poesias e escrever acrósticos para homenagear pessoas queridas, transformando os próprios nomes em forma de homenagem.
Católico e homem de fé, manteve amizade com padres e bispos de Franca. Os vínculos também foram construídos nos diferentes ambientes pelos quais passou, entre eles a política, a imobiliária São Luiz e a Igreja.
Família
Com Maria Laura, teve três filhos: Leonardo, Leandro e Lucas. A família cresceu com a chegada dos netos Francisco, filho de Lucas e Amanda; Beatriz, filha de Leonardo e Laura; e Malu, considerada neta de coração.
Nos últimos anos, Toninho passou a conviver com mal de Alzheimer, que gradualmente afetou suas palavras e lembranças.
Ainda assim, na casa onde viveu nos últimos anos com Leonardo e a família, memórias reapareciam diante das fotografias de um álbum especial preparado por Maria Laura. Ele conseguia, por vezes, reconhecer amigos, familiares, cuidadores e aspectos da própria história.
Há poucos dias, em um desses momentos, sorriu ao ver os netos brincarem.
Velório e sepultamento
O corpo de Antônio de Freitas Diniz foi velado nesta sexta-feira, 2. O sepultamento ocorreu às 15h30, no Cemitério Jardim das Oliveiras, em Franca.
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