LUDOPATIA

Suspeita de desviar R$ 2 mi tem vício no Tigrinho, diz defesa

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/Redes Sociais
Vanessa Gonçalves Miranda, ex-gerente do banco Santander, é suspeita de desviar R$ 2 milhões de contas de correntistas
Vanessa Gonçalves Miranda, ex-gerente do banco Santander, é suspeita de desviar R$ 2 milhões de contas de correntistas

A defesa da ex-gerente do Santander Vanessa Gonçalves Miranda, presa por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de aproximadamente R$ 2 milhões de contas de clientes em Miguelópolis, a cerca de 100 km de Franca, afirmou que ela sofre de vício em jogos de apostas, incluindo os conhecidos como “Jogo do Tigrinho”.

Segundo o advogado Laudemiro Neto, Vanessa apresenta um quadro de ludopatia - caracterizado pelo comportamento compulsivo relacionado a jogos de azar -, além de depressão e síndrome de Burnout. As condições foram relatadas pela defesa.

“Ela trabalhou 12 anos no mesmo banco. Durante dez anos, foi uma excelente funcionária. Porém, adquiriu a síndrome de Burnout e precisa de tratamento urgente”, afirmou o advogado.

Vanessa e o namorado, Adilson Coelho de Paula, foram presos na segunda-feira, 28, durante uma operação da Polícia Civil de Miguelópolis. Os dois continuam presos.

Suspeita de desvio de R$ 2 milhões

A investigação começou após clientes da agência bancária registrarem boletins de ocorrência relatando movimentações financeiras que não reconheciam em suas contas.

Segundo a Polícia Civil, Vanessa, que trabalhava havia mais de 12 anos na agência, teria se aproveitado da confiança dos correntistas, principalmente idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, para realizar saques e outras movimentações sem autorização.

O namorado dela também é investigado. Conforme a polícia, Adilson teria livre acesso à agência e seria responsável por retirar valores entregues pela então gerente.

As movimentações suspeitas teriam ocorrido entre 2024 e 2026. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 2 milhões.

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas ainda não foram ressarcidas.

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