A Polícia Civil esclareceu dois roubos a farmácias de uma mesma rede em Franca e identificou parte dos envolvidos nos crimes. As investigações conduzidas pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) apontam uma ex-funcionária da empresa como responsável por indicar os estabelecimentos e arregimentar os suspeitos.
Os dois roubos aconteceram em agosto, sendo um deles em uma farmácia na Vila São Sebastião e o outro em uma unidade localizada na região central da cidade. Segundo a investigação, os criminosos levaram dinheiro e canetas emagrecedoras nos dois casos.
Um jovem de 18 anos foi identificado, ouvido e indiciado pela Polícia Civil. Durante o depoimento, ele confessou participação em um dos roubos e deu detalhes sobre a preparação e a execução do crime.
Segundo o delegado Márcio Murari, da DIG, o rapaz afirmou que conheceu a mulher apontada como responsável por indicar a farmácia e que ela teria participado da organização das ações.
“Ela quem indicava as farmácias. Inclusive, levou em um dos assaltos e o objetivo sempre eram as canetas emagrecedoras”, afirmou o delegado.
Ainda de acordo com Murari, a ex-funcionária teria incluído outros três envolvidos para o primeiro roubo. No segundo crime, ela teria levado um dos suspeitos até as proximidades da farmácia, onde ele teria participado da ação com outro homem.
Canetas recuperadas
A Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão contra um dos investigados e encontrou parte das canetas emagrecedoras levadas durante os roubos. Os produtos foram recuperados e devolvidos à rede de farmácias.
Segundo o delegado, quatro caixas foram levadas em uma das unidades e cerca de cinco na outra. Entre três e quatro caixas foram recuperadas durante as investigações.
A Polícia Civil acredita que os produtos roubados seriam vendidos diretamente a consumidores.
“A gente acredita que, na verdade, eles vendem no varejo, porque está na moda essas canetas”, disse Murari.
Ex-funcionária já foi condenada
A mulher apontada pela investigação como responsável por indicar os alvos já trabalhou na rede de farmácias e possui uma condenação por outro assalto cometido anteriormente contra a empresa. Segundo o delegado, ela recorre da decisão.
Murari afirmou que, apesar da condenação anterior, ela teria voltado a participar de crimes e passado a buscar outras pessoas para realizar os roubos.
Investigação
A DIG também trabalha para identificar um terceiro suspeito. Conforme Murari, o homem teria permanecido nas proximidades de uma das farmácias durante o roubo, mas não chegou a entrar no estabelecimento.
A investigação está em fase de conclusão. De acordo com o delegado, a Polícia Civil deve solicitar à Justiça a prisão preventiva dos envolvidos.
“O inquérito policial está sendo instaurado e vamos pedir a prisão de todos os envolvidos”, afirmou.
A Polícia Civil continua as diligências para identificar todos os participantes e esclarecer a destinação dos produtos que ainda não foram recuperados.
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