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Gaeco mira esquema de roupas falsas no Mercado Livre em Franca

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Hevertom Talles/GCN/Arquivo
Equipes da Polícia Militar estão na ruas com demais integrantes do Gaeco
Equipes da Polícia Militar estão na ruas com demais integrantes do Gaeco

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, deflagrou nesta sexta-feira, 18, em Franca, a Operação Mimesis, que investiga um grupo suspeito de manter uma estrutura organizada para a comercialização de produtos de vestuário falsificados pela internet, com destaque para o Mercado Livre.

A investigação chama a atenção pelo volume financeiro identificado nas contas analisadas. Entre janeiro de 2021 e julho de 2024, pessoas físicas e jurídicas investigadas movimentaram aproximadamente R$ 199,8 milhões, considerando entradas e saídas de recursos.

Foram R$ 104,6 milhões em créditos e R$ 95,2 milhões em débitos, distribuídos em 541.741 lançamentos bancários.

Os R$ 199,8 milhões correspondem, portanto, à soma das entradas e saídas identificadas nas contas analisadas e não significam que esse tenha sido o faturamento ou o lucro obtido com a suposta comercialização das mercadorias falsificadas.

Ao todo, o Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão em sete endereços de Franca.

Empresas e contas diferentes

Segundo o Gaeco, a atividade investigada seria desenvolvida por meio da utilização de diversas pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias e contas de vendedores em plataformas digitais.

Embora formalmente distintas, essas estruturas apresentariam, de acordo com os elementos reunidos na investigação, significativa integração operacional e financeira.

O Gaeco também aponta indícios de divisão de tarefas e coordenação entre os integrantes. A estrutura envolveria desde a gestão das vendas e dos pedidos feitos pela internet até a administração das contas utilizadas nos marketplaces.

A investigação alcança ainda atividades relacionadas à confecção, armazenamento e comercialização das mercadorias.

Produção e armazenamento em Franca

A decisão judicial que autorizou as buscas aponta indícios de articulação entre os investigados e da existência de locais utilizados para a produção e o armazenamento dos produtos.

A suspeita investigada é de que a estrutura permitia que as mercadorias falsificadas fossem confeccionadas, armazenadas e posteriormente comercializadas pela internet.

O Mercado Livre é citado expressamente pelo Ministério Público como plataforma de destaque entre os canais de comércio eletrônico utilizados para as vendas investigadas.

Mais de 541 mil lançamentos bancários

A análise financeira realizada no decorrer da investigação considerou 541.741 lançamentos bancários registrados entre janeiro de 2021 e julho de 2024.

Nesse período, as contas vinculadas às pessoas físicas e jurídicas investigadas registraram cerca de R$ 104,6 milhões em créditos e R$ 95,2 milhões em débitos.

Somadas as duas movimentações, o volume analisado chega a aproximadamente R$ 199,8 milhões.

Justiça determina bloqueio de bens

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens dos principais investigados.

As medidas atingem imóveis, veículos e ativos financeiros. No caso dos valores mantidos no sistema financeiro, o bloqueio foi determinado até o limite de R$ 3 milhões.

A Operação Mimesis contou com apoio da Polícia Militar e da Receita Federal.

O material recolhido durante as buscas será analisado pelo Gaeco e poderá subsidiar o prosseguimento das investigações.

Até o momento, o Ministério Público não informou a ocorrência de prisões nem divulgou a identidade dos investigados.

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