A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal entra no sexto dia nesta terça-feira, 15, em Franca e região, com as agências sem atendimento presencial à população. A paralisação, iniciada na última quinta-feira, 10, é por tempo indeterminado e uma nova rodada de negociação está prevista para esta quarta-feira, 16.
Já no Banco do Brasil, que havia deflagrado greve a partir dessa segunda-feira, 14, após rejeição da proposta em assembleia na última quinta-feira, o movimento recuou. Segundo o Sindicato dos Bancários de Franca, a adesão foi mínima e as agências abriram normalmente.
Dos cerca de 280 funcionários do BB na base de Franca, apenas 7 cruzaram os braços. "No Banco do Brasil nem paralisação parcial houve. O problema foi que uma minoria rejeitou a proposta, no nosso caso, e isso desestimulou o movimento, pois as maiores bases, nas capitais, aprovaram o acordo", informou Rogério Marques, assessor de comunicação do Sindicato dos Bancários de Franca e Região.
A principal divergência nas negociações com a Caixa é o custeio do Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados. Segundo Rogério Marques, o banco quer que os funcionários assumam a maior parte dos custos.
"A expectativa é que a Caixa apresente uma nova proposta que contemple o Saúde Caixa, pois o funcionalismo já está pagando um preço alto e não admite ser onerado ainda mais. O grande entrave é o plano de saúde. A Caixa quer que os empregados assumam a maior parte do custeio, enquanto é sua obrigação, como patrocinadora, arcar com uma fatia maior, pois somente no primeiro semestre lucrou R$ 7,4 bilhões", afirmou.
A categoria reivindica reposição integral da inflação medida pelo INPC de setembro de 2025 a agosto de 2026, mais 5% de aumento real. A proposta apresentada pela Fenaban prevê reajuste pelo INPC mais 0,6% de ganho real, tanto para 2026 quanto para 2027, além da renovação integral da convenção anterior.
Na base de Franca, o sindicato representa 185 funcionários da Caixa. Durante a paralisação, os clientes podem continuar utilizando terminais de autoatendimento, aplicativo, internet banking e demais canais alternativos.
Nos bancos privados, não houve greve e a Convenção Coletiva já foi assinada.
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