William Ferreira Cardozo, de 40 anos, foi indiciado por feminicídio no inquérito que investiga a morte de sua mulher, a professora Tatiane Cintra dos Santos Cardozo, em Franca. Ele se apresentou nesta quinta-feira, 10, na CPJ (Central de Polícia Judiciária) para prestar depoimento. O delegado responsável pelo caso, David Abmael David, não vai pedir a prisão de William e encaminhou o inquérito ao Fórum de Franca.
De acordo com o delegado, o inquérito foi concluído e será encaminhado à Justiça para análise. A investigação aponta indícios de que o indiciado é responsável pela morte, mas, segundo ele, não há elementos suficientes, neste momento, para justificar um pedido de prisão.
Tatiane morreu em 2025 e teve o corpo exumado no início de 2026, após suspeitas de envenenamento. O laudo da exumação, porém, não apontou a presença de substâncias que indicassem envenenamento.
Depoimento
O depoimento de William teve quatro páginas. A advogada de William, Letycia Antinori, afirmou que ele compareceu à CPJ para apresentar sua versão e demonstrar sua inocência.
“William veio trazer os fatos, a sua versão de tudo que aconteceu e demonstrar a sua inocência, que é o que a gente vai conseguir demonstrar no curso das investigações”, disse.
Defesa
Segundo a defesa, a causa da morte de Tatiane foi broncoaspiração, conforme apontado pelo laudo do SVO (Serviço de Verificação de Óbito).
A advogada também afirmou que o relatório da investigação está sob sigilo judicial e, por isso, não poderia comentar detalhes do procedimento.
“Tudo que consta no relatório de investigação está sigiloso, já foi determinado sigilo pelo juiz da Vara do Júri aqui de Franca, então eu não posso mencionar nenhum conteúdo que é citado durante o processo”, afirmou.
Ao final, Letycia disse que William quer estar próximo dos filhos. “Tudo que o William mais quer nesse momento é a proximidade com as crianças.”
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